Esse foi o assunto do Seminário como avaliação da 3ª Unidade. O Seminário
foi apresentado em grupo e articulado em mais três assuntos relacionados
ao tema inicial, como:
. Formação de
professores: um processo complexo
. Diversidade
étnico-racial
. Diversidade
étnico-cultural
. O
Desafio da diversidade
"Desafio da Diversidade" de Nilma Lino Gomes e Petronilha Beatriz Gonçalves
Silva. É um texto expositivo que relata experiências étnico-culturais para
formação de professores, desafiando o campo da Pedagogia a compreender e
apresentar alternativas para formação de seus profissionais. É sabedor que a
cada dia se tornam mais complexas as relações entre educação, conhecimento
e cotidiano escolar.
Interessa-nos, portanto, mostrar
que
o Racismo está presente nas relações sociais e não é diferente no interior das
escolas. Suas expressões no ambiente escolar são multifacetadas, amparando-se
na negação dos costumes, tradições e conhecimentos africanos e
afro-brasileiros. Por esse motivo é preciso combater e superar as manifestações
de preconceitos, racismos e discriminações.
É
importante discutir o tema RACISMO E FORMAÇÃO DO PROFESSOR para que os professores
adquiram
subsídios para refletirem sobre questões dos conteúdos da disciplina de
Antropologia e Educação que dizem respeito às relações étnico-raciais e seus
desdobramentos e, sobretudo, como meio de capacitá-los a transmitir aos seus
futuros alunos uma atitude de respeito para com as diferenças raciais e
culturais.
Sendo a Antropologia, a ciência que estuda
os seres humanos em sociedade e se dedica especialmente em desconstruir
preconceitos, faz-se necessário trabalharmos com conteúdos consubstanciados
sobre o que ajuda a sociedade a se entender. Para isso precisamos nos
relativizar, pois precisamos entender que, a verdade do outro é tão verdadeira
quanto a nossa.
Formação de professores: um processo complexo
A
invisibilidade da diversidade dos papéis e funções exercidos pelos homens e
mulheres negros, entre outros, nas ilustrações dos livros didáticos podem ser
corrigida, solicitando-se à criança que escreva outras atividades exercidas
pelas mulheres e homens negros que constituem sua família, que moram na sua
rua, que frequentam seu local de encontros religiosos e lazer, etc. Nessa
oportunidade, convém fazer a criança identificar a importância das profissões
estigmatizadas, mostrando a sua utilidade para a sociedade. ( SILVA, 2005, p.3)
O preconceito incutido na cabeça do professor
e a sua incapacidade em lidar profissionalmente com a diversidade, somando-se
ao conteúdo preconceituoso dos livros e materiais didáticos e às relações
preconceituosas entre os alunos de diferentes ascendências étnico-raciais,
sociais e outras desestimulam o aluno negro e prejudicam seu aprendizado. O que
explica o coeficiente de repetência e evasão escolar altamente elevado do aluno
negro, comparativamente ao do aluno branco.(MUNANGA, 2000, p.16)
Diversidade étnico-racial
Mulher negra e professora.
Ser
mulher negra e professora expressa uma outra maneira de ocupação do espaço
público. (Gomes,2002)
Questão
étnico-racial na sala de aula
A
manifestação dos conflitos em sala de aula se materializa entre alunos por meio
de apelidos discriminatórios
pela não aceitação, por parte dos alunos negros,
de seu pertencimento étnico-racial e pela rejeição que
sofrem as crianças de
pele mais escura.
Diversidade étnico-cultural: Uma
necessidade e um desafio
Educar para uma diversidade étnica e cultural é a principal tarefa para
a compreensão da pluralidade
de uma sociedade.
O
professor é uma pessoa; e uma parte importante da pessoa é o professor.(NOVOA,1995)citando
Jennifer Nias(1991)
O Desafio da Diversidade
A
diversidade étnico-cultural é um assunto pouco discutido. Além de muitos
avanços nesse campo, como a inserção da discussão sobre a diversidade no campo
da formação de professores.
Mas,
alguns destes professores não se interessam por se aprofundar sobre este tema,
uma vez que não faz parte de suas vidas, de seu cotidiano, seu lado
profissional.
Com
os movimentos sociais a diversidade ganha força, onde é destacado que é
necessário repensar a nossa escola e os processos de formação docente, assim,
rompendo com as práticas seletivas e racistas ainda existentes.
Podemos
dizer que a atuação de movimentos como o de mulheres, dos Negros, dos Povos
Indígenas, dos Sem Terra trouxe com objetividade a questão da diversidade para
a sociedade e tem pressionado a escola brasileira. Mais do que isso, a atuação
desses movimentos começa a influenciar o nosso pensamento educacional. (GOMES e
SILVA, 2002, p.26).
Ainda seguindo a linha de
pensamento dessas autoras (Nilma e Petronilha), pensam sobra a importância da
diversidade na formação do professor.
Ela é um componente dos
processos de socialização, de conhecimento e de educação. Sem compreende-la e
assumi-la não equacionaremos profissionalmente os processos educativos.
Reconhecê-la é assumir uma nova relação com os processos de construção do
conhecimento, dos valores e das identidades. É assumir uma nova postura
profissional.(GOMES e SILVA, 2002, p.26).
Ao analisar as histórias
de vida de professoras negras, Nilma Lino Gomes (1995) discute que essas
mulheres lidam com um difícil processo de auto reconhecimento da sua identidade
étnica. Essa dificuldade é resultado da vivência de práticas racistas e
discriminatórias na infância, adolescência, juventude e idade adulta nos mais
variados espaços sociais. A escola é um desses espaços e exerce um peso nesse
processo. Essa é uma questão que não pode ficar ausente da discussão sobre a
formação de professores/as. Ao considera-la, poderemos levantar vários
questionamentos sobre a nossa prática: que caminhos construir para reconhecer e
valorizar o outro na sua diferença quando vemos essa diferença como uma marca
de inferioridade? Como respeitar o outro na sua diferença quando essa não é
aceita por ele mesmo? (GOMES e SILVA, 2002, p.29).
Não há como negar que
discutir sobre a formação de professores/as e diversidade étnico-cultural é uma
tomada de posição repleta de complexidade, contradições, desafios e tensões.
Questões como multiculturalismo, racismo, preconceito, discriminação racial e
de gênero, etnocentrismo, ética, religiosidade, subjetividade, identidades e de
que forma se encontram relacionadas à vida e às práticas dos sujeitos que
vivenciam o cotidiano escolar precisam ser abordados com mais destaque pela
produção teórica educacional. (GOMES e SILVA, 2002, p.30).
REFERÊNCIAS
GOMES,Nilma Lino
e SILVA, Petronilha Beatriz Gonçalves e,Experiências étnico-culturais para a
formação de professores;Autêntica.Belo Horizonte,2002.
NOVOA, Antonio(coord.) Os professores e a sua formação.
Lisboa:Dom Quixote, 1995
Nenhum comentário:
Postar um comentário