A
cada disciplina que se inicia, costumávamos a nos apresentar, (alunos e
professores) e vice-versa. Geralmente, a apresentação era feita
oralmente: primeiro o(a) professor(a) e depois os alunos, porém, nessa
disciplina, nos apresentamos por meio de um pequeno texto onde uma
palavra ou expressão revela o real motivo que nos levou à opção por
Pedagogia. A expressão escolhida por mim foi: "Banca de Estudos", um
grande impulso para minha escolha.
Considerando
que a disciplina refere-se à leitura e produção de textos, faz sentido,
iniciarmos a primeira aula, produzindo e posteriormente fazendo a
leitura de nossa produção, ao passo que, dessa forma, todos se conheciam
diante de cada leitura exposta. Foi muito interessante.
Práticas de Leitura e Produção de Textos - 1ºSemestre
Docente: Maria
Antonia
BANCA DE ESTUDOS
Eu, CELESTE MARIA FONSECA MENEZES, confesso ser uma pessoa que desde criança gostava de brincar de ensinar. Não pensava em ser professora, mas
há um tempo atrás, substituindo uma irmã, que dava reforço escolar em casa,
percebi que era muito bom passar conhecimentos para quem precisa. A partir desse
dia, fiz do ensino, com crianças, que por alguma razão, estavam sozinhas no
momento de fazerem seus deveres extraescolar, um trabalho prazeroso.
Hoje, retorno à sala de aula como
estudante, mas ciente de que muitas das crianças que estiveram comigo uma
parcela de seu tempo, já estão na faculdade. Fico feliz em ter contribuído para
isso.
Na Banca eles tiram as dúvidas e
reforçam assuntos, que por algum motivo, não entenderam na sala de aula. Há onze anos, eu dou banca a
crianças do ensino fundamental.
Minha Banca chama-se BEC (Banca
de Estudos Céu).
Celeste Maria Fonseca Menezes
Discente/Graduanda em Licenciatura em Pedagogia
Universidade do Estado da Bahia - UNEB
Práticas de Leitura e Produção de Textos - 1ºSemestre
Docente: Maria
Antonia
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Ementa: Fundamentos teóricos das práticas de leitura.
Constituição do sujeito leitor/autor. Diversidade dos gêneros textuais.
Alternativas metodológicas para a formação do leitor e do produtor de textos.
Atividades avaliativas nessa disciplina:
1ª Unidade - Seminário e prova sobre gêneros textuais;
2ª Unidade - Construção escrita de um Memorial de leitura e prova sobre
Texto e Contexto e Intertextualidade;
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TIPOLOGIA TEXTUAL E GÊNEROS TEXTUAIS
Este foi o primeiro assunto a ser estudado para
a prova da disciplina Prática de Leitura e Produção de Texto.
Começamos por definir as tipologias textuais como: Narrativo,
Descritivo, Instrutivo ou Explicativo, Argumentativo, Injuntivo ou
Apelativo, Expositivo e Texto Poético.
1.
Texto Narrativo - Esse tipo de texto relata fatos e acontecimentos,
reais ou imaginários, situados no tempo. Não existe texto puramente
narrativo, por exemplo: "A mulher se aproximou da penteadeira e pegou o
estojo de maquiagem,..." fazemos também uma descrição.
2.
Texto Descritivo - Esse tipo de texto representa objetos e personagens
que participam do texto narrativo, Na verdade, contar uma história é
mesclar narrações e descrições. Assim como o texto narrativo, não existe
texto puramente descritivo, por exemplo: "O jardim é retangular com
muitas rosas e cravos..."
3.
Texto Instrutivo ou Explicativo - Com uma linguagem objetiva, esse
tipo de texto não se confunde com os textos de natureza artística e
literária. Exemplos: texto da imprensa, do professor, dos relatórios
técnicos ou científicos. Procura transmitir conhecimentos e analisar um
fenômeno ou uma teoria, prestando-se ao uso didático.
4.
Texto Argumentativo - Esse texto procura convencer, propondo ou impondo
ao receptor uma interpretação particular de quem o produz. Por isso,
visa defender uma tese ou rejeitá-la. O texto argumentativo não se
confunde com os textos informativos. Em geral, o desenvolvimento de uma
argumentação comporta três etapas: Tese, Argumentos e Provas.
• Tese - enuncia o ponto de vista que será objeto de demonstração;
•Argumentos - elementos abstratos, geralmente apresentados em ordem crescente de importância e que justificam a tese;
•
Provas - que sustentam os argumentos e que devem ser elementos
concretos como: fatos ocorridos, depoimentos ou citações de intelectuais
reconhecidos, fatos históricos, etc.
5.
Texto Injuntivo ou Apelativo - A palavra injunção significa ordem
formal, imposição, exigência. Uma das formas verbais do texto injuntivo é
o imperativo. Os textos injuntivos exemplificam o uso da linguagem em
sua função apelativa ou conativa. É o tipo textual em que se constroem
as instruções.
6. Texto Expositivo - É o modo de produção de texto em que o tema é apresentado sem juízo de valor.
7 - Texto Poético - É o texto que valoriza sons, ritmos e a variedade de sentidos.
Cada tipo textual é definido pela determinação das relações internas da organização estrutural do texto.
Quando o autor quer contar um caso, apresentar os fatos, ele produz uma narrativa.
Quando
o autor quer caracterizar, dizer como é um objeto, fazendo o leitor
conhecê-lo ou reconhecê-lo, ele está recorrendo à descrição.
Quando
o autor deseja refletir, explicar, avaliar, comentar, conceituar, expor
ideias, pontos de vista, para dar a conhecer, para fazer saber, fazer
crer, associando-se à análise e à interpretação, ele vai optar por um
texto dissertativo, predominantemente, expositivo e argumentativo.
O
autor utilizará o texto injuntivo, se sua intenção for incitar a
realização de uma ação por parte do interlocutor, orientando-o e
aconselhando-o como fazê-lo.
É
importante compreender a constituição de cada tipo textual e perceber
que ele não acontece isoladamente. Um mesmo texto pode ter mais de uma
sequência tipológica.
Os gêneros textuais são classificados quanto sua composição, conteúdo, estilo, intergenericidade e heterogenericidade, no livro LER E ESCREVER de Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias no capitulo sobre gêneros textuais.
Segundo Bakhtin (1977):
"Todo gênero possui uma forma, composição, e um plano composicional e estão sempre presentes em enunciados, se diferenciam pelo conteúdo temático e estilo, e todo gênero é marcado pela sua esfera de atuação que faz com que os modos se combinem ao conteúdo ao propósito estilo e composição do texto".
Para se fazer uma boa leitura de um texto ou até mesmo construí-lo devemos levar em consideração a forma como ele está sendo escrito, sua estrutura e em que situação ele está sendo usado, há vários tipos de textos, cartas, emails, anúncios, artigos, poesias, piadas, contos, vários estudiosos da linguagem fizeram um levantamento dos gêneros com objetivo de poder classificá-los, mas não obtiveram sucesso, devido grande parte dos gêneros ser de origem sóciocomunicativas e que estão constantemente sofrendo variações e também por na maioria dos casos estarem mesclados com outros gêneros.
Pela competência metagenérica, uma poesia se estrutura em estrofes e versos com rimas ou sem rimas; um artigo de opinião se estrutura em torno de um ponto de vista e da argumentação em sua defesa; a tirinha se estrutura em enunciados curtos, bem humorados,constituídos em balões, para representar a "fala! de personagens destacando-se nessa composição o verbal e o não-verbal.
A composição do gênero tem que ser levada em conta a forma que se organiza e distribui as informações e os elementos utilizados para ilustrar cada tipo de texto.Isto é, considerar a forma de organização, a distribuição das informações e os elementos não-verbais: a cor, o padrão gráfico ou a diagramação típica, as ilustrações.
Uma notícia tem função preponderante de informar, texto veiculado em jornal, em sua organização e estilo, destacam-se o modo de distribuição das informações, os elementos não-verbais e a "objetivação" do discurso.
Do ponto de vista conteúdo temático, na poesia predomina a expressão dos sentimentos do sujeito, sujeito esse, que fala de si e dá vazão a emoções, constituindo-se preponderantemente, na primeira pessoa; No artigo de opinião, veiculado em revistas e jornais, o conteúdo, geralmente consta de acontecimentos de ordem política, econômica, social, histórica ou cultural, e raramente sobre acontecimentos ou vivências pessoais; Na tirinha, o conteúdo esperado é uma crítica bem humorada a coisas do mundo, modos de comportamento, valores, sentimentos.
Em se tratando de estilo, na poesia, há a expressão máxima do trabalho do autor nas escolhas realizadas para a constituição do dizer; No artigo de opinião, geralmente, exige-se característica de estilo de comunicação formal, dirigida a um grupo privilegiado social, econômico e culturalmente; Na tirinha, apesar da escassez do espaço, que exige do autor uma produção leve, a forte expressão do trabalho do autor marcada geralmente, por maior grau de informalidade.
Uma notícia, cuja produção textual em que o autor se evidencia na mobilização de duas formas composicionais para fazê-las funcionarem simultaneamente superpostas uma a outra: um artigo de opinião sob a forma de receita culinária. Chama essa mesclagem de gêneros de hibridação, ou seja, um gênero pode se compor de vários gêneros
A partir dessas considerações sobre estilo, conteúdo e composição dos gêneros textuais, pode-se afirmar que:
• os gêneros textuais podem sofrer variações em sua unidade temática, forma composicional e estilo;
• todo e qualquer gênero textual possui um estilo que pode ser favorável como o gênero literário e não favorável como documentos oficiais e notas fiscais,
• os gêneros textuais não se definem por sua forma, mas por sua função. Por exemplo: um artigo de opinião em formato de receita culinária continua sendo artigo de opinião, por sua função.
Gêneros textuais e intergenericidade
Os gêneros textuais são classificados quanto sua composição, conteúdo, estilo, intergenericidade e heterogenericidade, no livro LER E ESCREVER de Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias no capitulo sobre gêneros textuais.
Segundo Bakhtin (1977):
"Todo gênero possui uma forma, composição, e um plano composicional e estão sempre presentes em enunciados, se diferenciam pelo conteúdo temático e estilo, e todo gênero é marcado pela sua esfera de atuação que faz com que os modos se combinem ao conteúdo ao propósito estilo e composição do texto".
Para se fazer uma boa leitura de um texto ou até mesmo construí-lo devemos levar em consideração a forma como ele está sendo escrito, sua estrutura e em que situação ele está sendo usado, há vários tipos de textos, cartas, emails, anúncios, artigos, poesias, piadas, contos, vários estudiosos da linguagem fizeram um levantamento dos gêneros com objetivo de poder classificá-los, mas não obtiveram sucesso, devido grande parte dos gêneros ser de origem sóciocomunicativas e que estão constantemente sofrendo variações e também por na maioria dos casos estarem mesclados com outros gêneros.
Pela competência metagenérica, uma poesia se estrutura em estrofes e versos com rimas ou sem rimas; um artigo de opinião se estrutura em torno de um ponto de vista e da argumentação em sua defesa; a tirinha se estrutura em enunciados curtos, bem humorados,constituídos em balões, para representar a "fala! de personagens destacando-se nessa composição o verbal e o não-verbal.
A composição do gênero tem que ser levada em conta a forma que se organiza e distribui as informações e os elementos utilizados para ilustrar cada tipo de texto.Isto é, considerar a forma de organização, a distribuição das informações e os elementos não-verbais: a cor, o padrão gráfico ou a diagramação típica, as ilustrações.
Uma notícia tem função preponderante de informar, texto veiculado em jornal, em sua organização e estilo, destacam-se o modo de distribuição das informações, os elementos não-verbais e a "objetivação" do discurso.
Do ponto de vista conteúdo temático, na poesia predomina a expressão dos sentimentos do sujeito, sujeito esse, que fala de si e dá vazão a emoções, constituindo-se preponderantemente, na primeira pessoa; No artigo de opinião, veiculado em revistas e jornais, o conteúdo, geralmente consta de acontecimentos de ordem política, econômica, social, histórica ou cultural, e raramente sobre acontecimentos ou vivências pessoais; Na tirinha, o conteúdo esperado é uma crítica bem humorada a coisas do mundo, modos de comportamento, valores, sentimentos.
Em se tratando de estilo, na poesia, há a expressão máxima do trabalho do autor nas escolhas realizadas para a constituição do dizer; No artigo de opinião, geralmente, exige-se característica de estilo de comunicação formal, dirigida a um grupo privilegiado social, econômico e culturalmente; Na tirinha, apesar da escassez do espaço, que exige do autor uma produção leve, a forte expressão do trabalho do autor marcada geralmente, por maior grau de informalidade.
Uma notícia, cuja produção textual em que o autor se evidencia na mobilização de duas formas composicionais para fazê-las funcionarem simultaneamente superpostas uma a outra: um artigo de opinião sob a forma de receita culinária. Chama essa mesclagem de gêneros de hibridação, ou seja, um gênero pode se compor de vários gêneros
A partir dessas considerações sobre estilo, conteúdo e composição dos gêneros textuais, pode-se afirmar que:
• os gêneros textuais podem sofrer variações em sua unidade temática, forma composicional e estilo;
• todo e qualquer gênero textual possui um estilo que pode ser favorável como o gênero literário e não favorável como documentos oficiais e notas fiscais,
• os gêneros textuais não se definem por sua forma, mas por sua função. Por exemplo: um artigo de opinião em formato de receita culinária continua sendo artigo de opinião, por sua função.
Gêneros textuais e intergenericidade
Hibridização ou intertextualidade inter-gêneros - é o fenômeno segundo o qual um gênero pode assumir a forma de um outro gênero, tendo em vista o propósito de comunicação. Pode ser verificado em anúncios, tirinha e até mesmo em artigo de opinião.
Gêneros textuais e heterogenericidade tipológica - são formados por sequências diferenciadas denominadas tipos textuais: narrativo, descritivo, argumentativo, expositivo ou injuntivo.
Intertextualidade
Podemos perceber a intertextualidade quando:
1. O autor recorre a outros textos, com explicitação da fonte. Ex:
"Antonio Callado, em sua última entrevista a esta Folha, disse que perdera todas as batalhas".
"Deixemos ressoar no coração as palavras de Mário Quintana. Se as coisas são inatingíveis, ora! Não é motivo para não querê-las [...]! Que tristes os caminhos, se não fora! A mágica presença das estrelas".
2. Além dos textos, cujas fontes foram reveladas, a produção escrita tem como origem, um outro texto sem a fonte explicitada, porque o autor pressupõe ser do conhecimento do leitor. Ex:
"E agora José?"
- Quem não conhece o texto de Drummond com esse título?
"E agora José?
A festa acabou? Já não há mais PT? Não, José, de tudo isso fica uma grande lição: não é a direita que inviabiliza a esquerda. [...]"
Fonte: CHRISTO,Carlos Alberto Libâneo e Frei Beto, Folha de São Paulo, 25 de julho de 2005.
Outro exemplo de intertextualidade com ou sem explicitação da fonte:
Estudo com mais de 200 voluntários avalia atividade cardiovascular e endócrina comparada à satisfação pessoal.
Britânicos ligam felicidade à boa saúde.
Salvador Nogueira
Da reportagem local
Já dizia o poeta Vinícius de Moraes:" É melhor ser alegre que ser triste". E a comprovação médica dessa obviedade psicológica acaba de vir de três pesquisadores do University College, em Londres. Eles demonstraram que a felicidade está diretamente ligada ao bom funcionamento do sistema endócrino e cardiovascular. [...] com base no acampamento de 226 londrinos.[...]
Fonte: Folha de São Paulo,19 de abril de 2005.
Na leitura do texto verifica-se à intertextualidade: Os enunciados.
"É melhor ser alegre que ser triste".
Intertextualidade - é uma forma de diálogo entre textos que pode se dar de forma explícita, implícita ou em diversos gêneros textuais, ou outras formas além do texto, como música, pintura, filme, novela, etc. Toda vez que uma obra fizer alusão à outra, ocorre a intertextualidade.
A intertextualidade ocorre quando em um texto, está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da memória social de uma coletividade. Ex:
"O Ministério da Saúde adverte: o culto ao corpo faz mal à saúde".
É constatado a inserção de um outro texto - o intertexto constituído previamente e parte de nossa memória social: O Ministério da Saúde adverte:fumar faz mal à saúde.
Constata-se a intertextualidade porque o texto fonte faz parte de nossa memória social.
A intertextualidade explícita ocorre quando há citação da fonte do intertexto, como acontece nos discursos relatados, nas citações; nas referências; nos resumos; nas resenhas e traduções; nas retomadas de textos. Ex:
Paixão, segundo Nando Reis: "Faz muito tempo, mas eu me lembro, você implicava comigo. [...]"
A intertextualidade implícita ocorre sem citação expressa da fonte, cabendo ao interlocutor recuperá-la na memória para construir o sentido do texto, como nas alusões, na paródia, em certos tipos de paráfrases e ironias, nas charges.
Atividade em sala de aula
1 .Estabeleça relação entre os gêneros textuais e as ordens de tipologia textual a que pertencem:
1.Narrar 2. Descrever 3. Argumentar 4. Expor 5. Instruir ou Prescrever
( ) Relatos de experiência científica.
( ) Texto de opinião.
( ) Carta do leitor.
( ) Constituições.
( ) Carta de reclamação.
( ) Carta de solicitação.
( ) Contos de fadas.
( ) Debate.
( ) Editorial.
( ) Requerimento.
( ) Ensaio.
( ) Texto explicativo.
( ) Regras de jogo.
( ) Bulas.
( ) Estatutos.
( ) Resenhas críticas.
( ) Regulamentos.
( ) Crônica literária.
( ) Artigo assinado
( ) Resumos de textos expositivos.
( ) Resenhas.
( ) Seminários.
( ) Fábulas.
( ) Conferência.
( ) Tomada de notas.
( ) Verbetes de enciclopédia.
( ) Regimentos.
( ) Resumos de textos explicativos.
Resposta: 4/3/3/5/3/3/1/3/3/3/3/5/5/5/5/3/5/1/3/4/2/4/1/4/4/2 /4/5/4.
Texto para a próxima aula: Concepção de leitura.
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Concepção de Leitura
Texto é o lugar de interação de sujeitos sociais.
Leitura é o processo pelo qual o leitor realiza um processo ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir dos seus objetivos e de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a linguagem.
Leitura é atividade de captação de ideias do autor, sem se levar em conta as experiências e conhecimentos do leitor.
Leitura é uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação.
Foco de atenção da leitura - Autor e suas intenções e o sentido está centrado no autor, bastando tão somente ao leitor captar essas intenções.
Foco no texto - a concepção de língua, como estrutura corresponde a de sujeito determinado, "assujeitado" pelo sistema, caracterizado por uma espécie de "não consciência".
Texto, segundo a concepção de língua, como código, como mero instrumento de comunicação e de sujeito como (pré)determinado pelo sistema, é visto como simples produto da codificação de um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte, bastando a este para tanto, o conhecimento do código utilizado.
A leitura exige do leitor o foco no texto em sua linearidade, uma vez que tudo "está dito no dito".
Foco na interação autor-texto-leitor - na concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como atores/construtores sociais, sujeitos ativos que, dialogicamente se constroem e são construídos no texto, considerando o próprio lugar da interação e da constituição dos interlocutores.
Sentido de um texto - é construído na interação, pois uma atividade interativa complexa de produção de sentidos, que se realiza evidentemente com base nos elementos linguísticos presentes no texto e na forma de organização.
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Concepção de Leitura
Texto é o lugar de interação de sujeitos sociais.
Leitura é o processo pelo qual o leitor realiza um processo ativo de compreensão e interpretação do texto, a partir dos seus objetivos e de seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo o que sabe sobre a linguagem.
Leitura é atividade de captação de ideias do autor, sem se levar em conta as experiências e conhecimentos do leitor.
Leitura é uma atividade que implica estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação.
Foco de atenção da leitura - Autor e suas intenções e o sentido está centrado no autor, bastando tão somente ao leitor captar essas intenções.
Foco no texto - a concepção de língua, como estrutura corresponde a de sujeito determinado, "assujeitado" pelo sistema, caracterizado por uma espécie de "não consciência".
Texto, segundo a concepção de língua, como código, como mero instrumento de comunicação e de sujeito como (pré)determinado pelo sistema, é visto como simples produto da codificação de um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte, bastando a este para tanto, o conhecimento do código utilizado.
A leitura exige do leitor o foco no texto em sua linearidade, uma vez que tudo "está dito no dito".
Foco na interação autor-texto-leitor - na concepção interacional (dialógica) da língua, os sujeitos são vistos como atores/construtores sociais, sujeitos ativos que, dialogicamente se constroem e são construídos no texto, considerando o próprio lugar da interação e da constituição dos interlocutores.
Sentido de um texto - é construído na interação, pois uma atividade interativa complexa de produção de sentidos, que se realiza evidentemente com base nos elementos linguísticos presentes no texto e na forma de organização.
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Histórias
que os Jornais Não Contam
O rádio apaixonado
Moacyr
Scliar
Rádio de carro aumentou volume
sozinho até pifar, afirma leitora. "Comecei a observar que o
rádio esquentava o botão se a frente fosse deixada nele. Logo depois, começou a
ficar louco: aumentava o volume sozinho, até parar de funcionar". Ela
disse ainda ter notado um som estranho que saía do interior do aparelho.
"Só posso escutar o rádio com o carro ligado e, a cada vez que o ligo, ele
está todo desconfigurado. O meu MP4 queimou ao ser ligado ao rádio".
(10/03/2008)
“MINHA QUERIDA DONA, sei que você anda se queixando
de mim, publicamente, até. Você não pode imaginar o sofrimento que isto me
causa, mesmo porque você provavelmente acha que rádios são objetos inanimados,
sem vida própria.
Você está enganada. Ao menos no meu caso, você está
enganada. Ao contrário do que você pensa, tenho sentimentos, tenho emoções. É
em nome desses sentimentos e dessas emoções que lhe falo agora, tanto em AM
como em FM. Na verdade, eu nem tinha tomado conhecimento de minha própria
existência, até que fui instalado em seu carro.
Você estava muito feliz; tinham lhe dito que minha
marca é ótima, e que você contaria com um som maravilhoso para lhe ajudar no
estresse que é esse trânsito. E, eu colocado no meu lugar, você me acariciou,
você tocou os meus botões. Senti um verdadeiro choque, eu que já deveria estar
acostumado com eletricidade. Você fez de mim um ser vivo.
Vivo e apaixonado. Daquele momento em diante,
passei a ansiar por sua presença. Era para você que eu queria transmitir as
melodias que recebia por meio de tantas canções. Você ao volante, minha
felicidade era completa.
Acontece que você não se deu conta disso, ou fingiu
que não se dava conta disso. Você me ligava, você sintonizava uma emissora
qualquer e pronto, voltava à sua vidinha. Pior: tratava-se de uma vidinha
partilhada. Amigas embarcavam em seu carro. Amigos também. Você conversando com
um homem, aquilo me dava ciúmes, ciúmes terríveis. O Bentinho, do Machado de Assis,
aquele que desconfiava da Capitu, não sofreu tanto. Lá pelas tantas eu tinha
ciúmes até do seu MP4.
Agora: o que poderia eu fazer? Humanos têm como
demonstrar seus ciúmes, têm como descarregar a frustração. Mas eu sou um rádio,
um bom rádio, mas rádio, de qualquer maneira. A mim não estava facultado fazer
cenas. Recorri, então, àquilo que estava a meu alcance: o som.
Quando você estava com alguém de quem eu não
gostava, eu aumentava meu volume -e volume, você sabe, é coisa que não me
falta- até chegar a níveis insuportáveis, uma avalanche de decibéis. E aí,
subitamente me calava. Para lembrar a você que o silêncio também fala,
especialmente o silêncio dos traídos. Ah, sim, e queimei o seu MP4. Tinha de
queimar: era ele ou eu.
Você foi se queixar com um técnico, achando que eu
estava desconfigurado. Num certo sentido você está certa: estou desconfigurado,
estou desfigurado, estou perturbado, mas tudo isso por causa do sofrimento que
você me causou.
Querida dona, estas são minhas derradeiras
palavras, antes de sair definitivamente do ar, antes do silêncio final. Minha
última mensagem é esta: nunca brinque com os sentimentos de um rádio
apaixonado. Você vai ter, no mínimo, surpresas desagradáveis.”
S SCLIAR,Moacyr.Histórias
que os jornais não contam.Ed.Agir,Rio
de Janeiro, 2009.
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Atividade sobre textos indicados para estudo em sala de aula, observando que se trata de dois textos separados. O primeiro (texto 1) é um texto retirado de determinada seção do Jornal Folha de São Paulo em sua versão papel ou on-line. O segundo (texto 2) é uma criação do autor Moacir Scliar, também publicado no mesmo jornal, em seção própria. Foram formuladas e respondidas as seguintes questões:
1.Identifique e justifique que relação temática pode-se observar entre o texto 1 e o texto 2.
- Intertextualidade. Há citação explícita, ou seja, o texto 2 se relaciona com o texto 1.
2. Descreva a situação-problema que desencadeia a história do texto.
- o ciúme do rádio pela paixão por sua dona.
"[...] eu tinha ciúme até do seu MP4".
3. Quais as personagens principais do texto 2 e suas características?
- o narrador personagem e o rádio enciumado, apaixonado, vingativo, ameaçador, desconfigurado e desfigurado.
4. Você considera o desfecho da história do texto 2 coerente com o seu desenvolvimento? Justifique.
- Sim. O texto 2 emprega sentido ao seu desfecho quando menciona a ameaça do rádio se sentindo traído e enciumado.
5. Como o autor insere no texto 2 as falas das personagens? Dê exemplos.
- Entre aspas. Por exemplo: "Minha querida dona [...]
[...] surpresas desagradáveis!"
6. Entre as várias ordens a seguir, identifique qual ou quais dela(s) os textos 1 e 2 parecem inserir-se. Justifique:[narrativa, relato,argumento, exposição, descrição de ações, instrução ou prescrição].
- Relato,(narrativa) predominante; argumento; exposição; descrição de ações.
7. Quanto ao título escolhido pelo autor e que aparece acima, você considera apropriado para a situação trazida pelo texto 2? Justifique.
- Muito apropriado. É relacionado uma diversidade de sentimentos do rádio para com a sua dona.
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Concepção de Contexto - Este foi o assunto que meu grupo apresentou em seminário.
Eu quero que você vá hoje ao meu escritório.
O termo 'hoje' perde o sentido, se não houver um referencial da data em que o bilhete foi escrito. Também o pronome 'eu' deve estar, certamente, explícito no contexto, caso contrário, ninguém sabe a quem se refere. Por isso, diz-se que o termo 'dêixis' significa ''apontar para'.
.quando
é realizado por meio de formas
lingüísticas especializadas.
Exemplo,
quando realizado por meio de formas
lingüísticas típicas de outro tipo de ato. Nesse sentido, "dizer é fazer
uma coisa sob a aparência de outra" . Exemplo:
Entre as atividades realizadas pela Teoria da Atividade Verbal, está a produção de inferências, porque “nenhum texto apresenta de forma explícita toda a informação necessária à sua compreensão”, há sempre elementos implícitos a ser recuperados pelo ouvinte/locutor.
_ Manhê, eu vou me casar.
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Concepção de Contexto - Este foi o assunto que meu grupo apresentou em seminário.
CONCEPÇÃO
DE CONTEXTO
A concepção de contexto é um conceito central do estudo em Linguística
textual. O
contexto é o reflexo das informações que acompanham o texto, cuja compreensão
depende destas informações. A Linguística Textual constitui um novo ramo da
Linguística que começou a desenvolver-se na década de 60, na Europa, e de modo
especial, na Alemanha.
ANÁLISE TRANSFRÁSTICA
A Lingüística Textual apresenta como primeira
fase a análise transfrástica, que tem como intenção estudar as relações sintático-semânticas,
entre dois ou mais enunciados. E não se limita em uma só frase ou período. A
análise transfrástica ainda não considerava o texto como objeto de análise, ou
seja, os estudos partiam da frase para o texto.
Fenômenos
“transfrásticos” são:
- a pronominalização,
- a seleção dos artigos (definido e
indefinido),
- a ordem das palavras no enunciado,
- a articulação tema-rema entre enunciados
sucessivos.
(tema:informação
conhecida, tema:nova informação) ex. Vc gosta de bolo? Gosto de bolo de
chocolate.
- a concordância dos tempos verbais,
- a relação tópico-comentário e outros.
- o encadeamento de enunciados sem a presença
de um conector.
ex:Não fui à aula ontem:estive doente.
Nessa fase o contexto era visto apenas como o
entorno verbal, ou seja, o co-texto. É através dos co-textos que se estabelecem
as relações entre os elementos do texto e atribuímos propriedades a esses
elementos.
Ex: "A bola que encontrei hoje é azul."
"O dono da bola é o rapaz que se tornou meu
vizinho ontem."
Analisando os dois exemplos:
- Azul é um atributo da bola.
- A bola e o narrador se relacionam através do "encontro".
- O rapaz e a bola se relacionam através da "posse" (ser dono).
- O narrador e o rapaz se relacionam através da "vizinhança".
PRAGMATICISTAS
São lingüistas que se dedicam a estudar a
língua por meio de seu funcionamento em situações concretas de uso. Assim, o
texto passa a ser visto como o lugar de interação entre sujeitos sociais(pessoas,
classes, grupos).É tarefa da Pragmática dizer qual é a função de um texto no
contexto.
O texto era conceituado como uma sequencia ou
combinação de frases, contudo, os pragmaticistas pregavam a necessidade de
atribuir sentido a elementos textuais como os dêiticos e as expressões indiciais de modo geral.
Dêiticos
Dêiticos são elementos
linguísticos que indicam o lugar ( aqui ) ou o tempo
(agora) em que um
enunciado é produzido e também indicam os participantes de uma situação do
enunciado ( eu/tu ).
São dêiticos: os pronomes pessoais que indicam os
participantes; os advérbios de lugar,
que são marcadores de tempo ( agora, hoje, amanhã, etc.); os demonstrativos ( aqui, lá, este,
esse, aquele, etc ).
Os dêiticos só podem
ser entendidos se houver uma explicitação, mesmo dentro da situação de
comunicação.
Por exemplo, um bilhete com a mensagem:
Eu quero que você vá hoje ao meu escritório.
O termo 'hoje' perde o sentido, se não houver um referencial da data em que o bilhete foi escrito. Também o pronome 'eu' deve estar, certamente, explícito no contexto, caso contrário, ninguém sabe a quem se refere. Por isso, diz-se que o termo 'dêixis' significa ''apontar para'.
Expressões indiciais
São expressões com valor dêitico , como por exemplo: mais acima, logo ali, lá adiante,atrás de,
entre muitas e outras.
TEORIA DOS ATOS DE
FALA E TEORIA DA ATIVIDADE VERBAL
Com a teoria dos Atos
de Fala e a Teoria da Atividade Verbal, passou –se a levar em conta o contexto
sócio-cognitivo como necessário para estabelecer a interlocução entre duas ou
mais pessoas.
Teoria
dos Atos de Fala
Surgiu no interior da Filosofia da Linguagem,
no início dos anos 60.Foi elaborada por John Langshaw Austin (1911-1960) e
desenvolvida posteriormente por John Searle e outros.Eles entendiam a linguagem
como uma forma de ação ("todo dizer é um fazer"). Chama-se ato de
fala, toda ação realizada através do dizer.
Austin fez distinção entre três tipos de
atos:
1. Ato
locucionário 2. Ato
ilocucionário 3. Ato
perlocucionário
ATO LOCUCIONÁRIO
É o ato de dizer
algo. Formado de um ato de referência e um ato de predicação atribuindo certa
propriedade, característica, estado ou comportamento. Exemplo:
João é estudioso.
ATO
ILOCUCIONÁRIO
É o ato que realiza uma ação ao ser dito e
atribui a esse conjunto (proposições ou conteúdos proporcionais a uma
determinada força de:
-
pergunta – João continua casado?
- asserção
(afirmação) – João continua solteiro.
- ordem
– João continue solteiro!
- uma
vontade – Tomara que João continue solteiro.
ATO PERLOCUCIONÁRIO
É quando há a intenção de provocar nos
ouvintes certos efeitos (convencer, levar a uma decisão etc.).Por exemplo, na
frase:
"O senhor está
pisando no meu pé".
Nessa
frase, realizo ao mesmo tempo três atos de fala:
-
o ato locucionário,
o ato de dizer a frase.
-
o ato ilocucionário, o ato executado na
fala.
Por
fim, o ato perlocucionário,
que é o de provocar um efeito em outra pessoa através da minha locução,
influenciando em seus sentimentos ou pensamentos. Na situação descrita, para que
o outro tire o pé de cima do meu.
O
ato de fala pode ser ainda direto ou indireto
. um ato de
fala é direto,
- uma
entonação típica para perguntas; Que horas são?
- as
formas imperativas usadas para ordens ou
pedidos; Saia daqui.
- expressões
como por favor, por gentileza, etc. tipicamente usadas para pedidos
. ou solicitações, etc. Por favor,
traga-me um copo d'água.
um ato de
fala é indireto
Você
tem um cigarro?
(pedido
com aparência de pergunta)
Quem enuncia essa frase não está perguntando
se o locutário tem ou não um cigarro, mas sim pedindo-lhe que dê um cigarro.
Como
está abafada esta sala!
(pedido
com aparência de constatação)
Normalmente, quem enuncia essa frase não está
simplesmente fazendo uma constatação sobre a temperatura na sala, mas sim
pedindo que o locutário faça algo para amenizar o calor, como abrir as janelas,
ligar o ventilador, o ar-condicionado,etc.
Você
pode fechar a porta?
(pedido
com aparência de pergunta)
Quem enuncia essa frase não está perguntando
sobre a (in)capacidade fisica do locutário de fechar a porta, mas sim
pedindo-lhe que feche a porta. Seria estranho se o locutário pensasse que a
pergunta é mera curiosidade e respondesse simplesmente sim ou não.
Teoria
da Atividade Verbal
Desenvolveu-se principalmente em países da
antiga URSS, inclusive a ex- Alemanha Oriental, com base nas ideias de psicólogos e psicolinguistas soviéticos como Leontev , Luria e Vigostsky.
De
acordo com Vigotsky ela parte do princípio de que linguagem é uma atividade social realizada
para determinados fins.
Portanto,
o locutor é responsável em levar ao interlocutor a compreensão da infor-mação ;
O locutor deve realizar atividades
lingüístico-cognitivas tanto para garantir a com-
preensão (tais como repetir, parafrasear,
completar, corrigir, resumir, exemplifi-car, enfatizar, etc.), como para
estimular facilitar ou causar a aceitação (fundamentar, justificar, etc).
Entre as atividades realizadas pela Teoria da Atividade Verbal, está a produção de inferências, porque “nenhum texto apresenta de forma explícita toda a informação necessária à sua compreensão”, há sempre elementos implícitos a ser recuperados pelo ouvinte/locutor.
As
inferências desempenham um importante papel na interlocução, permitindo ao
leitor estabelecer relações com o que se encontra implícito no texto e a partir
do seu conhecimento de mundo e do conhecimento partilhado, obter a informação
necessária para a compreensão total da mensagem. Exemplo:
- Você trouxe as coisas que pedi?
- As que estavam lá em cima?
- Não, as que deixei no quintal.
- Ah, vou buscá-las.
CONTEXTO
SOCIOCOGNITIVO
Toda e qualquer manifestação de linguagem
ocorre no interior de determinada cultura, cujas tradições, cujos usos e
costumes, cujas rotinas devem ser obedecidas e perpetuadas. Foi então que, aos poucos,
outro tipo de contexto passou a ser levado em conta: o contexto sociocognitivo. Para que duas ou mais pessoas possam
compreender-se mutuamente, é preciso que seus contextos sociocognitivos sejam
pelo menos parcialmente semelhantes. Em outras palavras, seus conhecimentos
(enciclopédico, sociointeracional, procedural, textual, etc.) devem ser ao
menos em parte, compartilhados, uma vez que é impossível duas pessoas
partilharem exatamente os mesmos conhecimentos. Ao entrar em uma interação,
cada um dos parceiros já traz consigo sua bagagem cognitiva, ou seja, já é por
si mesmo, um contexto. A cada momento da interação, esse contexto é alterado,
ampliado, e os parceiros se vêem
obrigados a ajustar-se aos novos contextos que se vão originando
sucessivamente.
Exemplo
de um contexto sociocognitivo: Conversa de mãe e filha.
Conversa de mãe e filha
_ Manhê, eu vou me casar.
- Ah? O que foi? Agora não, Anabela. Não está vendo
que eu estou no telefone?
- Por favor, por favoooooor, me faz um lindo vestido
de noiva, urgente?
- Pois é, Carol. A Tati disse que comprava e no final
mudou de idéia. Foi tudo culpa da...
- Mãe, presta atenção! O noivo já foi escolhido e a
mãe dele já está fazendo a roupa. Com gravata e tudo!
- Só um minutinho, Carol. Vestido de... casar?! O que
é isso, menina, você só tem dez anos? Alô, Carol?
- Me ouve, mãe! Os meus amigos também já foram
convidados! E todos já confirmaram presença.
- Carol, tenho que desligar. Você está louca,
Anabela? Vou já telefonar para o seu pai.
- Boa! Diz para ele que depois vai ter a maior
festança. Ele precisa providenciar pipoca, bolo de aipim, pé-de-moleque,
canjica, curau, milho na brasa, guaraná, quentão e, se puder, churrasco no
espeto e cuscuz. E diz para ele não esquecer: quero fogueira e muito rojão pra
soltar na hora do: “Sim, eu aceito”. Mãe? Mãe? Manhêêê!!! Caiu pra trás! Vinte
minutos depois.
- Acorda, mãe...
- Desculpa, eu me enganei, a escola vai providenciar
os comes e bebes. O papai não vai ter que pagar nada, mãe, acooooooorda. Ô
vida! Que noiva sofre eu já sabia. Mas até noiva de quadrilha?!
Fonte:BRAS,Tereza
Yamashita;BRAS,Luiz.Folha de S.Paulo,21 maio 2005.Folhinha.p.F8.
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