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EDUCAÇÃO
E TECNOLOGIA DA COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÀO , 60h
Ementa: Imbricamento, educação e tecnologias da comunicação e da
informação: problematização da técnica e da tecnologia; elemento comum aos
contextos didático-pedagógico escolar, comunicacional e informacional
emergentes; ressignificação da didática e do currículo a partir da
identificação, da vivência e da reflexão crítica sobre diferentes fazeres
formativos e educativos; modos de elaboração de conhecimentos e comunidades
epistêmicas. Os fundamentos tecnocientíficos da didática e do currículo
escolares. Os fundamentos filosófico-antropológicos, tecnocientíficos, em
uma perspectiva sócio histórica, das tecnologias de comunicação e
informação, vistas enquanto potenciais transformadores da práxis
educacional escolar, em geral, e da vivência didática e curricular, em especial.
Problematização da formação do educador a partir dessa emergência
contemporânea, comprometida com a superação de processos societário
capitalistas e de sua matriz tecnocientíficos da modernidade.
Educação e Tecnologia da Comunicação e da Informação - disciplina
ministrada nas quatro primeiras aulas de Quarta-feira, pela professora
Rosângela Cruz Oliveira;
Estudamos nessa disciplina :
Tecnologias e a sociedade contemporânea; As TIC e a prática pedagógica: ensino,
aprendizagem, as
possibilidades e uso; A prática
docente em ambiente informatizado; O que são
tecnologias? Como convivemos com as tecnologias?
Atividades
avaliativas nessa disciplina:
1ª Unidade - Ensaio de Artigo (em dupla):
Ciberespaço, a cidade e democracia eletrônica
2ª Unidade - As tecnologias e a prática
pedagógica: possibilidades de ensinar e aprender
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3ª Unidade
- Atividades práticas do AVA
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LLÉVY, Pierre.Cibercultura/Pierre Lévy;
tradução de Carlos Irineu da
Costa._São Paulo:Ed.34,1999. Cap.13:O ciberespaço, a cidade e a democracia
eletrônica.p.189
Neste
capítulo, Pierre Lévy questiona sobre o desenvolvimento do ciberespaço: se
afeta o espaço urbano e a organização dos territórios? Que procedimento
ativo, positivo, que tipos de projetos podem ser desenvolvidos para
explorar da melhor forma possível os novos instrumentos de comunicação?
Questiona ainda se o desenvolvimento desse ciberespaço ocasionaria, por
outro lado, uma descentralização desses espaços metropolitanos. Nesse
contexto, o autor afirma que esses problemas não interessam somente aos
políticos, urbanistas e planejadores do território, dizem respeito
principalmente aos cidadãos.
O autor
afirma que as maiores adesões ao ciberespaço estão diretamente
relacionadas aos espaços metropolitanos. E quanto a isso, ele questiona
ainda, se o ciberespaço fomenta uma democracia eletrônica, valorizando as
competências locais na troca de experiências. Ele acredita que uma política voluntarista
colocaria o ciberespaço a serviço de regiões menos desenvolvidas e
serviria como um novo instrumental decisório para a população. “A
verdadeira democracia consiste em encorajar (…) a expressão e a elaboração
dos problemas das cidades pelos próprios cidadãos (…)”.
Pierre
Lévy discute alguns itens na relação cidade-ciberespaço e o primeiro deles
é a analogia feita entre as comunidades virtuais e territoriais. Usando o
exemplo da cidade virtual de Amsterdã, aberta para todos os outros serviços
territoriais da Internet: World,Wide,Web,correio eletrônico etc., e também
a comunidade encontra espaços de interatividade, Pierre Lévy afirma que
são dois os motivos que mantém esse projeto: sensibilizar os dirigentes
para as novas possibilidades das redes de conectividade; e dar “acesso a
todos”, num esforço de compensação dos desequilíbrios entre ricos e
pobres.
Para
Lévy no entanto, essa relação cidade-ciberespaço é mal entendida. Pois, às
vezes funciona apenas como uma versão representativa e não utiliza os
reais recursos técnicos e de linguagem propiciados pelo ciberespaço. Cita
o exemplo dos museus virtuais – “às vezes nada mais são do que catálogos
ruins na Internet” – quando deveriam servir principalmente como espaços
para maior interatividade e criação de obras coletivas. No geral, o autor
defende que o ciberespaço não pode ser mera duplicação das instituições
(“formas institucionais”), sob o discurso de “acesso para todos”, mas
valorizar e compartilhar a inteligência nas comunidades conectadas.
Ele
também acredita que – eis um segundo item na relação cidade-ciberespaço –
o ciberespaço não substitui (ou troca) as funções das cidades físicas pela
telepresença. “Quanto mais nos comunicamos mais nos deslocamos”. Ele não
nega a existência de teletrabalhos, mas o desenvolvimento das
telecomunicações evolui paralelo a um desenvolvimento dos transportes
físicos. “O ciberespaço é efetivamente um potente fator de desconcentração
e de deslocalização, mas nem por isso elimina os centros”, afirma. Ele
defende que, ao invés de uma efetiva substituição, o ciberespaço torna os
intermediários obsoletos, por aumentar nossa capacidade de intervenção
direta.
Um
terceiro ponto levantado por Lévy é a assimilação do ciberespaço como
aparelho que faz parte da infra-estrutura urbana clássica. Um equipamento
que serviria como fonte de lucro, como uma “auto-estrada da informação”,
assim como a TV a cabo. Essa idéia é equivocada, segundo o autor, pois
mascara o verdadeiro conteúdo do ciberespaço: não um novo mercado ou uma
nova infra-estrutura técnica, mas um mecanismo de interação, ou melhor uma
forma de usar os mecanismo digitais já existentes. Um espaço para a
comunicação transversal e hipertextual, a partir da interatividade e de
uma nova forma de usar a tecnologia já existente. Pierre Lévy quer dizer
que ao defenderem o ciberespaço como uma nova infra-estrutura
(“auto-estrada da informação”) encobre-se aí o movimento social da cibercultura.
De que
forma se daria uma articulação entre a cidade e o ciberespaço? Esse é o
quarto e último item observado pelo autor. “Nem simples analogia, nem
substituição, nem assimilação…”. Ele propõe pensar os dois espaços –
qualitativamente diferentes – de forma articulada (“articulação”). O do
território e o da inteligência coletiva. Acesso para todos, por exemplo,
não deverá ser o acesso ao equipamento, mas a poderes decisórios. O
ciberespaço deverá servir como eliminador da lentidão institucional, onde
poderá haver colaboração coletiva e contínua dos problemas (da cidade) e
sua solução também cooperativa e concreta. “Escolher a inteligência
coletiva não requer apenas uma mudança de funcionamento da cidade (ou das
instituições), implica também que se organizem funções do ciberespaço
especialmente concebidas dentro dessa perspectiva”, defende.
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TECNOLOGIA: Informática na
Educação
A prática docente em
ambiente informatizado: Recursos tecnológicos na Educação Infantil
Informática
na educação: significa a inserção do
computador no processo de
aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidades
de educação(presencial, semipresencial e a distância).
O professor da disciplina precisa ter conhecimento sobre os potenciais
educacionais do computador e entendimento sobre a necessidade de alternar
adequadamente atividades tradicionais de ensino aprendizagens com
atividades que usam o computador.
Atividades
de uso do computador: Pode ser feita tanto para
continuar transmitindo a informação para o aluno e, portanto, para
reforçar o processo instrucionista. Potencializar as condições para o
aluno construir seu conhecimento através de ambientes de aprendizagem que
incorporem o uso do computador
Ambientes de aprendizagens virtuais: jogos eletrônicos; blogs;
e-mail’s; sites de pesquisas, de relacionamentos, etc.
Desafios para o professor: Entender o computador como uma nova maneira de representar o conhecimento
provocando um redimensionamento dos conceitos já conhecidos e
possibilitando a busca e compreensão de novas ideias e valores. Usar o
computador com essa finalidade, requer que o professor reflita sobre sua
prática pedagógica e eleja uma forma de usar o computador capaz de
propiciar mudanças no paradigma educacional.
No instrucionismo, o professor comanda a máquina para ensinar. No construcionismo,
o professor dialoga, interage, media. O computador é como uma máquina para
ser ensinada e o aluno que programa o computador atua em um ambiente
aberto, colocando-se por inteiro na atividade.
O professor é responsável para criar um ambiente que estimule o
pensar, que desafie o aluno a aprender e a construir conhecimento
individualmente ou em parceria com os colegas, o que propicia o
desenvolvimento da autoestima, do senso crítico e da liberdade
responsável.
Pelo exposto, a compreensão é fruto da interação do aluno com o
objeto. O ambiente informatizado na perspectiva construcionista propõe ao
aluno construir o seu conhecimento por meio das informações do mundo
exterior. O professor assume o papel fundamental d3 auxiliar o aluno, de
ser o facilitador da aprendizagem.
Recursos tecnológicos: O
Computador como ferramenta de apoio às práticas pedagógicas - Os recursos tecnológicos estão cada vez mais
presentes no nosso dia a dia. Os jovens estudantes vivendo em uma sociedade
onde os tecnologias se fazem necessários, seja em casa manipulando o
controle remoto da TV.
O Objeto de Aprendizagem,
enquanto recurso pedagógico, propicia uma participação ativa do aprendiz
na construção e no seu desenvolvimento cognitivo. Este recurso pode auxiliar o professor
em sua ação docente, pois oferece diferentes ferramentas que servem de
apoio ao processo de aprendizagem.
A utilização de elementos multimídia, tais como simulações, imagens, textos, som, animações e vídeos,
desempenham um papel importante na aquisição de conhecimento quando bem
utilizadas. Estes podem ser considerados como recursos pedagógicos que permitem ao aluno acompanhar o
conteúdo de acordo com o seu próprio ritmo, acessando facilmente a
informação e se engajando de forma independente e autônoma num aprendizado
por descoberta ou em
um banco acessando o caixa eletrônico.
A utilização dos
recursos tecnológicos no âmbito escolar surge como proposta pedagógica que
visa contribuir com o ensino e aprendizagem dos alunos. Com a implantação
do laboratório de informática nas escolas, o computador surge como
ferramenta pedagógica auxiliadora para os alunos.
Ao utilizar o
computador na educação é necessário definir sua função de maneira que o
seu uso seja adequado em termos de conteúdo, metodologia e objetivos.
O que são Tecnologias? Como
convivemos com as tecnologias?
A tecnologia
está em todo lugar, já faz parte de nossas vidas. Nossas atividades cotidianas
mais comuns - como dormir, comer, trabalhar, ler, conversar, deslocarmo-nos
para diferentes lugares e divertimo-nos - são possíveis graças as
tecnologias a que temos acesso. As tecnologias estão tão próximas e
presentes, que nem percebemos mais que não são coisas naturais.
Tecnologias que resultaram por exemplo, em talheres, pratos, panelas, fogões,
fornos, geladeiras, alimentos industrializados e muitos outros produtos,
equipamentos e processos que foram planejados e construídos para podermos
realizar a simples e fundamental tarefa
que garante nossa sobrevivência:
a alimentação.
Ao conjunto
de conhecimentos e princípios científicos que se aplicam ao planejamento, à
construção e à ulilização de um equipamento em um determinado tipo de atividade
nós chamamos de "tecnologia". Para construírem qualquer
equipamento - seja uma caneta esferográfica ou um computador –, os homens
precisam pesquisar, planejar e criar tecnologias.
Nas
atividades cotidianas lidamos com vários tipos de tecnologias. Às maneiras,
aos jeitos ou as habilidades especiais de lidar com cada tipo de
tecnologia, para executar ou fazer algo, nós chamamos de técnicas. Algumas
dessas técnicas são muito simples e de fácil aprendizado: são transmitidas
de geração em geração e se incorporam aos costumes e hábitos sociais de um
determinado grupo de pessoas. As técnicas de preparar determinados
alimentos, por exemplo, variam muito entre os povos e identificam os hábitos
culinários de uma determinada cultura.
Muitos
dos equipamentos e produtos que utilizamos em nosso cotidiano não são
notados como tecnologias. Alguns invadem nosso corpo, como próteses,
alimentos e medicamentos. Óculos, dentaduras, comidas e bebidas industrializadas,
vitaminas e outros tipos de medicamentos são produtos resultantes de
sofisticadas tecnologias.
Tudo o
que utilizamos em nossa vida diária,
pessoal e profissional – utensílios, livros, giz e apagador, papel,
canetas, lápis, sabonetes, talheres... – são formas diferenciadas de ferramentas tecnológicas. Quando
falamos da maneira como ulilizamos cada ferramenta para realizar determinada
ação, referimo-nos à técnica. A tecnologia
é o conjunto de tudo isso: as ferramentas e as técnicas que
correspondem aos usos que lhes destinamos, em cada época. A cada época,
uma tecnologia.
Existem
outros tipos de tecnologias que vão além dos equipamentos. Em muitos
casos, alguns espaços ou produtos são utilizados como suportes, para que
as ações ocorram. Um exemplo: as chamadas “tecnologias da inteligência”
(Levy 1993), construções internalizadas nos espaços da memória das pessoas
e que foram criadas pelos homens para avançar no conhecimento e aprender
mais. A linguagem oral, escrita e a linguagem digital (dos computadores) são
exemplos desse tipo de tecnologia.
Articuladas
às tecnologias da inteligência, temos as “tecnologias de comunicação e
informação” que, por meio de seus suportes (mídias, como o jornal, o rádio,
a televisão...), realizam o acesso, a veiculação das informações e todas
as demais formas de ação comunicativa, em todo o mundo.
Uma das
características dessas novas tecnologias de informação e comunicação é que
todas elas não se limitam aos seus suportes, ou seja, como Reeves e Nass
(1996. p. 251)citados por Kenski
(2003) consideram, televisores, computadores e todos os novos suportes midiáticos
são mais do que ferramentas". Continua a autora: em um exaustivo estudo
sobre o comportamento das pessoas em relação às mídias, “esses dois
pesquisadores observaram que elas tratam seus televisores (e computadores) como pessoas
ou lugares”. Televisores e computadores participam ativamente de nosso
mundo natural e social, dizem os autores.
O
computador pessoal "não é tratado de forma radicamente diferente da
TV" Kenski(2003) apud Reeves e Nass (1996, p. 252), independentemente
do tamanho, da capacidade, da idade ou do grau de sofisticação do
equipamento. A humanização desses aparelhos é fruto da incorporação dos
conteúdos midíaticos (sons, imagens, textos...) veiculados em forma de
informações e comunicações aos seus atributos (de máquina).
As mídias
podem despertar respostas emocionais (riso, lágrimas, choro...). exigir atenção,
intimidar, influenciar a memória e mudar o conceito do que é natural,
dizem esses autores.
As novas
tecnologias de informação e comunicação, caracterizadas como midiáticas,
são, portanto, mais do que simples suportes. Elas interferem em nosso modo
de pensar, sentir, agir, de nos relacionarmos socialmente e adquirimos
conhecimentos. Criam uma nova cultura e um novo, modelo de sociedade. Essa
nova sociedade – essencialmente diferente da sociedade industrial que a
antecedeu, baseada na produção e no consumo de produtos iguais, em massa –
caracteriza-se pela personalização das interações com a informação e as
ações comunicativas. As
tecnologias de comunicação e informação invadem nosso cotidiano.
Antigamente
as pessoas saíam às ruas ou ficavam à janela de suas casas para se informarem
sobre o que estava acontecendo nas proximidades, na região e no mundo. A conversa
com os vizinhos e os viajantes garantia a troca e a renovação das
informações. Na atualidade, a “janela é a tela”, diz Virilio (1993. p.
62). Pela tela da televisão é possível saber de tudo o que está
acontecendo em todos os cantos, desde as mais longínquas partes do mundo
até nossas redondezas. Da nossa sala, por meio da televisão ou do computador,
podemos saber a previsão do tempo e o movimento do trânsito, informamo-nos
sobre as últimas notícias, músicas, os filmes e livros que fazem sucesso e
muito mais. Podemos interagir com pessoas e instituições de todo o mundo.
As
mídias, como tecnologias de comunicação e de informação, invadem o
cotidiano das pessoas e passam a fazer parte dele. Para seus frequentes
usuários, não são mais vistas como tecnologias, mas como complementos,
como companhias, como continuação de seu espaço de vida.
Por
meio do que é transmitido pela televisão, ou acessado pelo computador, as
pessoas se comunicam, adquirem informações e transformam seus
comportamentos. Tornam-se “teledependentes” ou “webdependentes” – consumidoras
ativas, permanentes e acríticas do universo midiático.
As novas
tecnologias da informação e da comunicação (TIC) articulam várias formas eletrônicas
de armazenamento, tratamento e difusão da informação. Tornam-se
“midiáticas” após a união da informática com as telecomunicações e o
audiovisual. Geram produtos que tem como algumas de suas características a
possibilidade de interação comunicativa e a Linguagem digital.
As
tecnologias da comunicação evoluem com muita rapidez. A todo instante novos
produtos diferenciados e sofisticados – telefones celulares, fax. Softwares,
vídeos, computador multimídia, Internet, televisão interativa, realidade
virtual, videogames – são criados. Esses produtos, no entanto, não são
acessíveis a todas as pessoas, pelos seus altos preços e necessidades de
conhecimentos específicos para sua utilização.
Para que todos possam ter
informações que garantam a utilização confortável das novas tecnologias é
preciso um grande esforço educacional geral. Como as tecnologias estão permanentemente
em mudança, o estado permanentemente de aprendizagem é consequência
natural do momento social e tecnológico que vivemos. O atual estágio dessa
“sociedade tecnológica”, baseado nas possibilidades de articulação entre
diferentes mídias para acesso a informação e comunicação, caracteriza-se
também pela articulação global do mercado econômico mundial. Essas
mudanças refletem, por sua vez, na organização e na natureza do trabalho,
na produção e no consumo de bens.
KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e
ensino presencial e a distância. 2.ed.São Paulo: Papirus, 2003. p. 17 - 27.
LEVY, Pierre. As Tecnologias da inteligência. O
futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34,
1993.
REEVES, B. e NASS, C. The media equation. How people treat computers,
television and new media like real people and places. Stanford: CLSI,
1996.
VIRILIO, Paul. O espaço crítico. Rio de janeiro:
Ed. 34, 1993.
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