segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DA COMUNICAÇÃO E DA INFORMAÇÃO -7ºSemestre

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA DA COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÀO , 60h

Ementa: Imbricamento, educação e tecnologias da comunicação e da informação: problematização da técnica e da tecnologia; elemento comum aos contextos didático-pedagógico escolar, comunicacional e informacional emergentes; ressignificação da didática e do currículo a partir da identificação, da vivência e da reflexão crítica sobre diferentes fazeres formativos e educativos; modos de elaboração de conhecimentos e comunidades epistêmicas. Os fundamentos tecnocientíficos da didática e do currículo escolares. Os fundamentos filosófico-antropológicos, tecnocientíficos, em uma perspectiva sócio histórica, das tecnologias de comunicação e informação, vistas enquanto potenciais transformadores da práxis educacional escolar, em geral, e da vivência didática e curricular, em especial. Problematização da formação do educador a partir dessa emergência contemporânea, comprometida com a superação de processos societário capitalistas e de sua matriz tecnocientíficos da modernidade.


Educação e Tecnologia da Comunicação e da Informação - disciplina ministrada nas quatro primeiras aulas de Quarta-feira, pela professora Rosângela Cruz Oliveira;

Estudamos nessa disciplina : Tecnologias e a sociedade contemporânea; As TIC e a prática pedagógica: ensino, aprendizagem, as possibilidades e uso; A prática docente em ambiente informatizado; O que são tecnologias? Como convivemos com as tecnologias?

Atividades avaliativas nessa disciplina:

1ª Unidade - Ensaio de Artigo (em dupla): Ciberespaço, a cidade e democracia eletrônica
2ª Unidade - As tecnologias e a prática pedagógica: possibilidades de ensinar e aprender

  3ª Unidade -  Atividades práticas do AVA
 
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LLÉVY, Pierre.Cibercultura/Pierre Lévy; tradução de Carlos Irineu  da Costa._São Paulo:Ed.34,1999. Cap.13:O ciberespaço, a cidade e a democracia eletrônica.p.189


Neste capítulo, Pierre Lévy questiona sobre o desenvolvimento do ciberespaço: se afeta o espaço urbano e a organização dos territórios? Que procedimento ativo, positivo, que tipos de projetos podem ser desenvolvidos para explorar da melhor forma possível os novos instrumentos de comunicação? Questiona ainda se o desenvolvimento desse ciberespaço ocasionaria, por outro lado, uma descentralização desses espaços metropolitanos. Nesse contexto, o autor afirma que esses problemas não interessam somente aos políticos, urbanistas e planejadores do território, dizem respeito principalmente aos cidadãos.
O autor afirma que as maiores adesões ao ciberespaço estão diretamente relacionadas aos espaços metropolitanos. E quanto a isso, ele questiona ainda, se o ciberespaço fomenta uma democracia eletrônica, valorizando as competências locais na troca de experiências. Ele  acredita que uma política voluntarista colocaria o ciberespaço a serviço de regiões menos desenvolvidas e serviria como um novo instrumental decisório para a população. “A verdadeira democracia consiste em encorajar (…) a expressão e a elaboração dos problemas das cidades pelos próprios cidadãos (…)”.
Pierre Lévy discute alguns itens na relação cidade-ciberespaço e o primeiro deles é a analogia feita entre as comunidades virtuais e territoriais. Usando o exemplo da cidade virtual de Amsterdã, aberta  para todos os outros serviços territoriais da Internet: World,Wide,Web,correio eletrônico etc., e também a comunidade encontra espaços de interatividade, Pierre Lévy afirma que são dois os motivos que mantém esse projeto: sensibilizar os dirigentes para as novas possibilidades das redes de conectividade; e dar “acesso a todos”, num esforço de compensação dos desequilíbrios entre ricos e pobres.
Para Lévy no entanto, essa relação cidade-ciberespaço é mal entendida. Pois, às vezes funciona apenas como uma versão representativa e não utiliza os reais recursos técnicos e de linguagem propiciados pelo ciberespaço. Cita o exemplo dos museus virtuais – “às vezes nada mais são do que catálogos ruins na Internet” – quando deveriam servir principalmente como espaços para maior interatividade e criação de obras coletivas. No geral, o autor defende que o ciberespaço não pode ser mera duplicação das instituições (“formas institucionais”), sob o discurso de “acesso para todos”, mas valorizar e compartilhar a inteligência nas comunidades conectadas.
Ele também acredita que – eis um segundo item na relação cidade-ciberespaço – o ciberespaço não substitui (ou troca) as funções das cidades físicas pela telepresença. “Quanto mais nos comunicamos mais nos deslocamos”. Ele não nega a existência de teletrabalhos, mas o desenvolvimento das telecomunicações evolui paralelo a um desenvolvimento dos transportes físicos. “O ciberespaço é efetivamente um potente fator de desconcentração e de deslocalização, mas nem por isso elimina os centros”, afirma. Ele defende que, ao invés de uma efetiva substituição, o ciberespaço torna os intermediários obsoletos, por aumentar nossa capacidade de intervenção direta.
Um terceiro ponto levantado por Lévy é a assimilação do ciberespaço como aparelho que faz parte da infra-estrutura urbana clássica. Um equipamento que serviria como fonte de lucro, como uma “auto-estrada da informação”, assim como a TV a cabo. Essa idéia é equivocada, segundo o autor, pois mascara o verdadeiro conteúdo do ciberespaço: não um novo mercado ou uma nova infra-estrutura técnica, mas um mecanismo de interação, ou melhor uma forma de usar os mecanismo digitais já existentes. Um espaço para a comunicação transversal e hipertextual, a partir da interatividade e de uma nova forma de usar a tecnologia já existente. Pierre Lévy quer dizer que ao defenderem o ciberespaço como uma nova infra-estrutura (“auto-estrada da informação”) encobre-se aí o movimento social da cibercultura.
De que forma se daria uma articulação entre a cidade e o ciberespaço? Esse é o quarto e último item observado pelo autor. “Nem simples analogia, nem substituição, nem assimilação…”. Ele propõe pensar os dois espaços – qualitativamente diferentes – de forma articulada (“articulação”). O do território e o da inteligência coletiva. Acesso para todos, por exemplo, não deverá ser o acesso ao equipamento, mas a poderes decisórios. O ciberespaço deverá servir como eliminador da lentidão institucional, onde poderá haver colaboração coletiva e contínua dos problemas (da cidade) e sua solução também cooperativa e concreta. “Escolher a inteligência coletiva não requer apenas uma mudança de funcionamento da cidade (ou das instituições), implica também que se organizem funções do ciberespaço especialmente concebidas dentro dessa perspectiva”, defende.
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TECNOLOGIA: Informática na Educação
A prática docente em ambiente informatizado: Recursos tecnológicos na Educação Infantil

          Informática na educação: significa a inserção do computador no  processo de aprendizagem dos conteúdos curriculares de todos os níveis e modalidades de educação(presencial, semipresencial e a distância).
          O professor da disciplina precisa ter conhecimento sobre os potenciais educacionais do computador e entendimento sobre a necessidade de alternar adequadamente atividades tradicionais de ensino aprendizagens com atividades que usam o computador.
          Atividades de uso do computador: Pode ser feita tanto para continuar transmitindo a informação para o aluno e, portanto, para reforçar o processo instrucionista. Potencializar as condições para o aluno construir seu conhecimento através de ambientes de aprendizagem que incorporem o uso do computador
          Ambientes de aprendizagens virtuais: jogos eletrônicos; blogs; e-mail’s; sites de pesquisas, de relacionamentos, etc.
          Desafios para o professor: Entender o computador como uma nova maneira de representar o conhecimento provocando um redimensionamento dos conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de novas ideias e valores. Usar o computador com essa finalidade, requer que o professor reflita sobre sua prática pedagógica e eleja uma forma de usar o computador capaz de propiciar mudanças no paradigma educacional.
          No instrucionismo, o professor comanda a máquina para ensinar. No construcionismo, o professor dialoga, interage, media. O computador é como uma máquina para ser ensinada e o aluno que programa o computador atua em um ambiente aberto, colocando-se por inteiro na atividade.
          O professor é responsável para criar um ambiente que estimule o pensar, que desafie o aluno a aprender e a construir conhecimento individualmente ou em parceria com os colegas, o que propicia o desenvolvimento da autoestima, do senso crítico e da liberdade responsável.
          Pelo exposto, a compreensão é fruto da interação do aluno com o objeto. O ambiente informatizado na perspectiva construcionista propõe ao aluno construir o seu conhecimento por meio das informações do mundo exterior. O professor assume o papel fundamental d3 auxiliar o aluno, de ser o facilitador da aprendizagem.
          Recursos tecnológicos: O Computador como ferramenta de apoio às práticas pedagógicas - Os recursos tecnológicos estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. Os jovens estudantes vivendo em uma sociedade onde os tecnologias se fazem necessários, seja em casa manipulando o controle remoto da TV.
           O Objeto de Aprendizagem, enquanto recurso pedagógico, propicia uma participação ativa do aprendiz na construção e no seu desenvolvimento cognitivo.  Este recurso pode auxiliar o professor em sua ação docente, pois oferece diferentes ferramentas que servem de apoio ao processo de aprendizagem.
          A utilização de elementos multimídia, tais como simulações, imagens, textos, som, animações e vídeos, desempenham um papel importante na aquisição de conhecimento quando bem utilizadas. Estes podem ser considerados como recursos pedagógicos que permitem ao aluno acompanhar o conteúdo de acordo com o seu próprio ritmo, acessando facilmente a informação e se engajando de forma independente e autônoma num aprendizado por descoberta ou em um banco acessando o caixa eletrônico.
          A utilização dos recursos tecnológicos no âmbito escolar surge como proposta pedagógica que visa contribuir com o ensino e aprendizagem dos alunos. Com a implantação do laboratório de informática nas escolas, o computador surge como ferramenta pedagógica auxiliadora para os alunos.
          Ao utilizar o computador na educação é necessário definir sua função de maneira que o seu uso seja adequado em termos de conteúdo, metodologia e objetivos.


          O que são Tecnologias? Como convivemos com as tecnologias?

A tecnologia está em todo lugar, já faz parte de nossas vidas. Nossas atividades cotidianas mais comuns - como dormir, comer, trabalhar, ler, conversar, deslocarmo-nos para diferentes lugares e divertimo-nos - são possíveis graças as tecnologias a que temos acesso. As tecnologias estão tão próximas e presentes, que nem percebemos mais que não são coisas naturais. Tecnologias que resultaram por exemplo, em talheres, pratos, panelas, fogões, fornos, geladeiras, alimentos industrializados e muitos outros produtos, equipamentos e processos que foram planejados e construídos para podermos realizar a simples e fundamental tarefa que garante nossa sobrevivência:  a alimentação.
Ao conjunto de conhecimentos e princípios científicos que se aplicam ao planejamento, à construção e à ulilização de um equipamento em um determinado tipo de atividade nós chamamos de "tecnologia". Para construírem qualquer equipamento - seja uma caneta esferográfica ou um computador –, os homens precisam pesquisar, planejar e criar tecnologias.
Nas atividades cotidianas lidamos com vários tipos de tecnologias. Às maneiras, aos jeitos ou as habilidades especiais de lidar com cada tipo de tecnologia, para executar ou fazer algo, nós chamamos de técnicas. Algumas dessas técnicas são muito simples e de fácil aprendizado: são transmitidas de geração em geração e se incorporam aos costumes e hábitos sociais de um determinado grupo de pessoas. As técnicas de preparar determinados alimentos, por exemplo, variam muito entre os povos e identificam os hábitos culinários de uma determinada cultura.
Muitos dos equipamentos e produtos que utilizamos em nosso cotidiano não são notados como tecnologias. Alguns invadem nosso corpo, como próteses, alimentos e medicamentos. Óculos, dentaduras, comidas e bebidas industrializadas, vitaminas e outros tipos de medicamentos são produtos resultantes de sofisticadas tecnologias.
Tudo o que utilizamos em nossa  vida diária, pessoal e profissional – utensílios, livros, giz e apagador, papel, canetas, lápis, sabonetes, talheres... – são formas diferenciadas de ferramentas tecnológicas. Quando falamos da maneira como ulilizamos cada ferramenta para realizar determinada ação, referimo-nos à técnica. A tecnologia é o conjunto de tudo isso: as ferramentas e as técnicas que correspondem aos usos que lhes destinamos, em cada época. A cada época, uma tecnologia.
Existem outros tipos de tecnologias que vão além dos equipamentos. Em muitos casos, alguns espaços ou produtos são utilizados como suportes, para que as ações ocorram. Um exemplo: as chamadas “tecnologias da inteligência” (Levy 1993), construções internalizadas nos espaços da memória das pessoas e que foram criadas pelos homens para avançar no conhecimento e aprender mais. A linguagem oral, escrita e a linguagem digital (dos computadores) são exemplos  desse tipo de tecnologia.
Articuladas às tecnologias da inteligência, temos as “tecnologias de comunicação e informação” que, por meio de seus suportes (mídias, como o jornal, o rádio, a televisão...), realizam o acesso, a veiculação das informações e todas as demais formas de ação comunicativa, em todo o mundo.
Uma das características dessas novas tecnologias de informação e comunicação é que todas elas não se limitam aos seus suportes, ou seja, como Reeves e Nass (1996. p. 251)citados por  Kenski (2003) consideram, televisores, computadores e todos os novos suportes midiáticos são mais do que ferramentas". Continua a autora: em um exaustivo estudo sobre o comportamento das pessoas em relação às mídias, “esses dois pesquisadores observaram que elas tratam seus  televisores (e computadores) como pessoas ou lugares”. Televisores e computadores participam ativamente de nosso mundo natural e social, dizem os autores.
O computador pessoal "não é tratado de forma radicamente diferente da TV" Kenski(2003) apud Reeves e Nass (1996, p. 252), independentemente do tamanho, da capacidade, da idade ou do grau de sofisticação do equipamento. A humanização desses aparelhos é fruto da incorporação dos conteúdos midíaticos (sons, imagens, textos...) veiculados em forma de informações e comunicações aos seus atributos (de máquina).
As mídias podem despertar respostas emocionais (riso, lágrimas, choro...). exigir atenção, intimidar, influenciar a memória e mudar o conceito do que é natural, dizem esses autores.
As novas tecnologias de informação e comunicação, caracterizadas como midiáticas, são, portanto, mais do que simples suportes. Elas interferem em nosso modo de pensar, sentir, agir, de nos relacionarmos socialmente e adquirimos conhecimentos. Criam uma nova cultura e um novo, modelo de sociedade. Essa nova sociedade – essencialmente diferente da sociedade industrial que a antecedeu, baseada na produção e no consumo de produtos iguais, em massa – caracteriza-se pela personalização das interações com a informação e as ações comunicativas. As tecnologias de comunicação e informação invadem nosso cotidiano.
Antigamente as pessoas saíam às ruas ou ficavam à janela de suas casas para se informarem sobre o que estava acontecendo nas proximidades, na região e no mundo. A conversa com os vizinhos e os viajantes garantia a troca e a renovação das informações. Na atualidade, a “janela é a tela”, diz Virilio (1993. p. 62). Pela tela da televisão é possível saber de tudo o que está acontecendo em todos os cantos, desde as mais longínquas partes do mundo até nossas redondezas. Da nossa sala, por meio da televisão ou do computador, podemos saber a previsão do tempo e o movimento do trânsito, informamo-nos sobre as últimas notícias, músicas, os filmes e livros que fazem sucesso e muito mais. Podemos interagir com pessoas e instituições de todo o mundo.
As mídias, como tecnologias de comunicação e de informação, invadem o cotidiano das pessoas e passam a fazer parte dele. Para seus frequentes usuários, não são mais vistas como tecnologias, mas como complementos, como companhias, como continuação de seu espaço de vida.
Por meio do que é transmitido pela televisão, ou acessado pelo computador, as pessoas se comunicam, adquirem informações e transformam seus comportamentos. Tornam-se “teledependentes” ou “webdependentes” – consumidoras ativas, permanentes e acríticas do universo midiático.
As novas tecnologias da informação e da comunicação (TIC) articulam várias formas eletrônicas de armazenamento, tratamento e difusão da informação. Tornam-se “midiáticas” após a união da informática com as telecomunicações e o audiovisual. Geram produtos que tem como algumas de suas características a possibilidade de interação comunicativa e a Linguagem digital.
As tecnologias da comunicação evoluem  com muita rapidez. A todo instante novos produtos diferenciados e sofisticados – telefones celulares, fax. Softwares, vídeos, computador multimídia, Internet, televisão interativa, realidade virtual, videogames – são criados. Esses produtos, no entanto, não são acessíveis a todas as pessoas, pelos seus altos preços e necessidades de conhecimentos específicos para sua utilização.
         Para que todos possam ter informações que garantam a utilização confortável das novas tecnologias é preciso um grande esforço educacional geral. Como as tecnologias estão permanentemente em mudança, o estado permanentemente de aprendizagem é consequência natural do momento social e tecnológico que vivemos. O atual estágio dessa “sociedade tecnológica”, baseado nas possibilidades de articulação entre diferentes mídias para acesso a informação e comunicação, caracteriza-se também pela articulação global do mercado econômico mundial. Essas mudanças refletem, por sua vez, na organização e na natureza do trabalho, na produção e no consumo de bens.









KENSKI, Vani Moreira. Tecnologias e ensino presencial e a distância. 2.ed.São Paulo: Papirus, 2003. p. 17 - 27.

LEVY, Pierre. As Tecnologias da inteligência. O futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.

REEVES, B. e NASS, C.  The media equation. How people treat computers, television and new media like real people and places. Stanford: CLSI, 1996.

VIRILIO, Paul. O espaço crítico. Rio de janeiro: Ed. 34, 1993.

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