ESTÁGIO SUPERVISIONADO III,
90h
Ementa: O projeto de estágio e os elementos constituintes da prática docente. Planejamento para as classes de Educação Infantil. A pesquisa como eixo da abordagem de ensino por projetos. A práxis pedagógica e a formação docente nas classes de Educação Infantil: planejamento, observação, avaliação, acompanhamento, histórico e modalidades da pedagogia de projetos. A práxis pedagógica e a formação docente. Iniciação da construção e da operacionalização do projeto de estágio em Educação Infantil.
Estágio Supervisionado III -
disciplina ministrada em toda a manhã de Segunda-feira, pela professora
Adelaide Badaró e a professora Antonete Xavier;
Estudamos nessa
disciplina :
Concepção da criança e da Pedagogia da
Educação Infantil; Importância do estágio na formação do pedagogo;
Retrospectiva das experiências e aprendizagens significativas do estágio II; O
estágio em Educação Infantil: expectativas teórico-práticas; Características, perfil e importância do
professor na Educação Infantil; O conceito de infância na contemporaneidade; Quais
seriam os princípios que a escola deveria observar em relação à infância e à
criança? Visão de que conhecimentos e habilidades seriam necessários para o
pedagogo trabalhar com a Educação Infantil (expectativa); Documentos que
respaldam a Educação Infantil; História da Creche.
Atividades
avaliativas nessa disciplina:
1ª Unidade - Preparação
do Roteiro para intervenção de Estágio em Educação
Infantil;
2ª Unidade - Elaboração
do Projeto de Intervenção em Educação Infantil;
3ª Unidade - Apresentação
em Seminário e entrega do Projeto escrito.
--------------------------------------------------------------------------------------------------
A disciplina Estágio Supervisionado III visa a observação e a intervenção pedagógica nos estabelecimentos destinados à Educação Infantil - creches chamadas Centro Municipal de Educação Infantil - CMEI . Fizemos observação e intervenção no CMEI Olga Benário, com crianças de 4 anos.
A primeira avaliação dessa disciplina : Na preparação do Roteiro
para intervenção de Estágio em Educação Infantil, foi necessário tomar
conhecimento da concepção de Educação Infantil e dos documentos que respaldam a
Educação Infantil, bem como os princípios básicos da Educação Infantil.
Do ponto de vista legal, a Educação Infantil é a primeira etapa da
Educação Básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de
zero a cinco anos de idade em seus aspectos físico, afetivo, intelectual,
linguístico e social, complementando a ação da família e da comunidade (Lei nº
9.394/96, art. 29).
O atendimento em creche e pré-escola a crianças de zero a cinco anos de
idade é definido na Constituição Federal de 1988 como dever do Estado em
relação à educação, oferecido em regime de colaboração e organizado em sistemas
de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A
incorporação das creches e pré-escolas no capítulo da Educação na Constituição
Federal (art. 208, inciso IV) impacta todas as outras responsabilidades do
Estado em relação à Educação Infantil, ou seja, o direito das crianças de zero
a cinco anos de idade à matrícula em escola pública (art. 205), gratuita e de
qualidade (art. 206, incisos IV e VI), igualdade de condições em relação às
demais crianças para acesso, permanência e pleno aproveitamento das
oportunidades de aprendizagem propiciadas (art. 206, inciso I)
(BRASIL,2010,p.83).
DOCUMENTOS
QUE RESPALDAM A EDUCAÇÃO INFANTIL:
PQNEI - Parâmetros Nacionais
de Qualidade para a Educação Infantil
Documento publicado em
2006, possui dois volumes e busca assegurar parâmetros e indicadores sobre a
qualidade de oferta da Educação Infantil, indicando padrões de referência
orientadores para o sistema educacional quanto à organização e ao funcionamento
das instituições.
O Volume 1 apresenta uma
concepção de criança, Pedagogia, Educação Infantil, a trajetória histórica do
debate da qualidade da Educação Infantil. Esse volume é mais amplo e mais
genérico.
O documento apresenta uma
concepção de criança como sujeito social e histórico, inserido em determinada
sociedade e cultura. A criança é vista como uma abstração, mas como um ser
produtor e produto da história e da cultura, ou seja, um ser capaz de interagir
e produzir cultura no meio em que se encontra.
O Volume 2 explicita as competências dos sistemas de ensino e a
caracterização das instituições de educação Infantil com base nas definições
legais.
Esse documento foi criado
para estabelecer referência nacional a ser discutida e usada pelos sistemas de
ensino na definição de padrão de qualidade local para as instituições de
Educação Infantil.
RCNEI - Referencial Curricular
Nacional para a Educação Infantil
Documento importante cuja forma de trabalhar com
planejamento é direcionada ao trabalho dentro da sala de aula. Possui três volumes:
o Volume 1 é uma apresentação de tudo que tem nos outros dois. Fala sobre a
criança como sujeito de direitos, o dever do Estado, concepção de criança,
cuidar e educar; O Volume 2 fala do conhecimento pessoal e social; e o Volume 3
fala das linguagens, conhecimento de mundo.
O RCNEI é um documento
que procura instrumentalizar os educadores na prática educativa cotidiana com
as crianças em creches e pré-escolas brasileiras, respeitando-se a diversidade
cultural do país e os estilos pedagógicos dos profissionais.
Em relação à concepção de
criança, docente e conhecimento presentes neste documento, podemos constatar
que a criança é caracterizada pelo Referencial, como um ser historicamente
constituído, sendo marcada pelo meio social no qual vive e também deixando suas
marcas neste. É vista como um ser que sente e pensa o mundo de um jeito
próprio, sendo capaz de construir o conhecimento na interação com o meio e com
as outras pessoas de forma ativa a partir da criação de hipóteses originais
sobre o que deseja pesquisar.
Em relação à figura do
professor, o RCNEI o caracteriza como aquele que disponibiliza as condições
para que a criança organiza de forma pessoal e independente suas emoções,
sentimentos, conhecimentos e regras sociais, brincando de maneira espontânea e
prazerosa. O RCNEI caracteriza o professor como mediador entre as crianças e o
conhecimento, com a função de intervir quando necessário, (...). Ele deve
propiciar situações e espaços de aprendizagem que articulem os recursos e
capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas aos conhecimentos
prévios e aos conteúdos referentes aos diferentes campos do conhecimento
humano, (...).
À respeito do
conhecimento, de acordo com o RCNEI. Deve ser de forma prazerosa na
instituição, tendo a brincadeira espontânea como eixo. Não pode ser repassado
do professor para o aluno. O conhecimento é construído por meio de interações
que estabelecem com os outros e com o meio em que estão inseridas, elaborando
hipóteses sobre o objeto que desejam desvendar.
PNE - Plano Nacional de Educação
O PNE, aprovado pelo
Congresso Nacional, foi instituído pela Lei nº10.172, de 9 de janeiro de 2001.
Tem duração de dez anos e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem
elaborar planos decenais correspondentes, para adequação às especificidades
locais e a cada circunstância (LIBÂNEO,2011,p. 158).
O Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº 10.172/2001, estabeleceu
metas decenais para que no final do período de sua vigência, 2011, a oferta da
Educação Infantil alcance a 50% das crianças de 0 a 3 anos e 80% das de 4 e 5
anos, metas que ainda persistem como um grande desafio a ser enfrentado pelo
país.
Frente a essas transformações, a Educação Infantil vive um intenso
processo de revisão de concepções sobre a educação de crianças em espaços
coletivos, e de seleção e fortalecimento de práticas pedagógicas mediadoras de
aprendizagens e do desenvolvimento das crianças. Em especial, têm se mostrado
prioritárias as discussões sobre como orientar o trabalho junto às crianças de
até três anos em creches e como garantir práticas junto às crianças de quatro e
cinco anos que se articulem, mas não antecipem processos do Ensino Fundamental
(BRASIL,2010,p.83).
DCN - Diretrizes Curriculares Nacionais
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil elaboradas
pelo Conselho (Resolução CNE/CEB nº 1/99 e Parecer CNE/CEB nº 22/98) foram
fundamentais para explicitar princípios e orientações para os sistemas de
ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de propostas
pedagógicas.
O
atendimento em creches e pré-escolas como direito social das crianças se afirma
na Constituição de 1988, com o reconhecimento da Educação Infantil como dever
do Estado com a Educação. O processo que resultou nessa conquista teve ampla
participação dos movimentos comunitários, dos movimentos de mulheres, dos
movimentos de trabalhadores, dos movimentos de redemocratização do país, além, evidentemente,
das lutas dos próprios profissionais da educação (BRASIL.2013,p.7).
Desde
então, o campo da Educação Infantil vive um intenso processo de revisão de
concepções sobre educação de crianças em espaços coletivos, e de seleção e fortalecimento
de práticas pedagógicas mediadoras de aprendizagens e do desenvolvimento das
crianças. Em especial, têm se mostrado prioritárias as discussões sobre como
orientar o trabalho junto às crianças de até três anos em creches e como
assegurar práticas junto às crianças de quatro e cinco anos que prevejam formas
de garantir a continuidade no processo de aprendizagem e desenvolvimento das
crianças, sem antecipação de conteúdos que serão trabalhados no Ensino
Fundamental (BRASIL.2013,p.7).
LDB - Leis de Diretrizes e Bases
A Lei de Diretrizes e
Bases nº 9.394 promulgada em 20 de dezembro de 1996, estabelece de forma
incisiva, o vinculo entre o atendimento às crianças de 0 a 6 anos e a educação.
Dessa forma, fica estabelecido que as creches ou entidades equivalentes se
destinam às crianças até 3 anos de idade, pré-escolas para crianças de 4 a 5
anos.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Os princípios
básicos da Educação Infantil são três: o cuidar, o educar e o brincar. Os
cuidados e a educação devem proporcionar o desenvolvimento cognitivo e
psicossocial a todas as crianças, sem qualquer tipo de discriminação,
garantindo a elas todos os direitos de cidadão. O cuidar inclui todas as
atividades ligadas ao cotidiano de qualquer criança: alimentar, proteger,
consolar, etc. Atitude e procedimentos que têm objetivo de atender às
necessidades da criança no processo de crescimento e desenvolvimento.
Dentre os
procedimentos para potencializar o desenvolvimento nessa faixa etária, a
primeira coisa a fazer é incentivar a criança que com o corpo, entra em contato
com texturas, temperaturas e gostos. Para estimular a linguagem verbal por meio
de histórias e músicas, e a imitação, entendendo a necessidade de reproduzir
gestos e falas e procurando valorizar a expressão individual de cada um.
O educar entrelaça todos os momentos
do dia, remete a situações de cuidado, brincadeiras, de diálogos entre crianças
e adultos, crianças entre si e adultos também. São as aprendizagens orientadas
de forma integrada que contribuem para o desenvolvimento das capacidades
infantis de relação interpessoal de ser e estar com outras pessoas e uma
atitude básica de aceitação, respeito e confiança aos conhecimentos mais amplos
da realidade social e cultural.
Através do brincar as crianças podem
exercer sua capacidade de criar situações imaginárias que lhe permitem operar
com objetos e situações do mundo dos adultos. Enquanto brinca a criança amplia
seu conhecimento, pois ela pode fazer de conta que age de maneira adequada ao
manipular objetos com os quais o adulto opera e ela não. Por exemplo, no
faz-de-conta a criança aprende a agir em função da imagem de uma pessoa, de uma
personagem, de um objeto e de situações que não estão imediatamente presentes e
perceptíveis para ela. No faz-de-conta a criança brinca como se fosse o pai, a
mãe, o filho, o médico, o paciente, heróis e vilões etc., imitando e recriando
personagens observados ou imaginados nas suas vivências.
REFERÊNCIAS:
BRASIL.
Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação
Continuada, Alfabetização,Diversidade e Inclusão. Secretaria
de Educação Profissional e Tecnológica.
Conselho Nacional da Educação. Câmara Nacional
de Educação Básica.Diretrizes Curriculares Nacionais
Gerais da Educação Básica / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.
Diretoria de Currículos e Educação Integral.Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.
______.
Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.Diretrizes curriculares
nacionais para a educação infantil /Secretaria de Educação Básica. – Brasília :
MEC, SEB, 2010.
LIBÂNEO,
José Carlos. Educação escolar, políticas, estrutura e organização. 10ªed. São
Paulo:Cortez,2011.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------
PROJETO DE INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO
INFANTIL
Educação AMBIENTAL:
RECICLANDO RECICLÁVEIS
Celeste Maria Fonseca Menezes*
Maria Eliana de Jesus Machado**
RESUMO: O presente projeto de intervenção refere-se a um assunto de muita relevância que envolve a
sustentabilidade. O nosso tema “Educação Ambiental: Reciclando Recicláveis”está
conectado ao proposto pela Instituição do estágio: “Educação Integral,
Integrada e Sustentada”. Optamos por Educação Ambiental por se tratar de uma
das visões de mundo que se pensa na realidade, como mediar o meio ambiente. Ou
seja, por se querer tentar manter o meio ambiente do planeta em harmonia com as
pessoas, fazendo parte do movimento ecológico. A educação Ambiental surge da
preocupação da sociedade com o futuro da vida e com a qualidade da existência
das presentes e futuras gerações. A tomada de consciência do problema
ambiental, o ideal de ser e viver em um mundo ecológico deve acontecer desde
cedo. As crianças devem tomar conhecimento do mundo que se apresenta para elas.
PALAVRAS-CHAVE: Criança, Educação Infantil, Educação
Ambiental, Reciclagem.
INTRODUÇÃO
O tema “Educação Ambiental:
Reciclando Recicláveis” refere-se ao meio ambiente, a visão naturalista da
natureza, vida biológica, vida selvagem, a flora, a fauna, a interação com a
natureza. A questão é: como trabalhar Educação Ambiental com crianças de 3 a 4 anos na Educação
Infantil? O que ocorre é que as ideias sobre a natureza não são naturais como
buscamos demonstrar. As visões das crianças não são as mesmas dos adultos em
relação à natureza. Nesse sentido buscaremos captar a questão por outro ângulo:
os reciclados. Nesse ponto de vista, a natureza e os humanos bem como a
sociedade e o ambiente devem estabelecer uma relação de mútua interação para
formar um único mundo. Assim sendo, reaproveitar os materiais recicláveis
transformando-os em produtos reciclados, pode-se desenvolver uma atitude
ambientalista para a melhoria da qualidade de vida e para que haja condições
ambientais favoráveis à vida das futuras gerações.
Serão aplicadas
atividades inerentes ao tema sobre sustentabilidade, para as quais foram
confeccionados objetos de caráter lúdico e educativo como, por exemplo, um jogo
de boliche de garrafinhas pet, quebra-cabeças feitas com embalagens de isopor,
figuras planas feitas de papelão, animais com rolos de papel higiênico. Tudo
isso levarão as crianças a uma vasta imaginação no faz-de-conta, ao passo que
aprendem naturalmente a preservar o meio ambiente.
____________________________
* Graduanda em Pedagogia Licenciatura
Plena – 7ºsemestre –celeste.menezes@gmail.com
**Idem -
elianadjm@hotmail.com
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
JUSTIFICATIVA
A
escolha do tema desse projeto deve-se ao fato de considerar Educação Ambiental
de fundamental importância, pois além de incentivar a aquisição de uma
consciência ecológica, também acentuará a dimensão crítica do aluno em relação
aos problemas ambientais.
OBJETIVO GERAL
Com base no
projeto da instituição infantil, o objetivo geral do nosso tema é desenvolver atitudes conscientes no aluno, assim como o senso de
responsabilidade. Despertando na criança o cuidado com a natureza, não jogar
lixo em lugares inapropriados e mostrar-lhe como são importantes esses
cuidados. Contudo isso, a criança adquire conhecimento desde cedo como tratar
bem a natureza. É preciso que a criança aprenda a valorizar a natureza que dela
necessita.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Trabalhar com as
crianças a transformação do lixo em algo reaproveitável. O lixo produzido nas cidades é o resultado
mais imediato da sociedade de consumo. Materiais que a natureza leva centenas
ou milhares de anos para decompor são produtos que são utilizados por pouco
tempo e depois são desprezados, indo parar em praias, parques, ruas ou aterros
sanitários. Como exemplos: pratos de isopor, copos, garrafas, colheres, fraldas
descartáveis que muitas vezes vão parar no mar matando milhares de animais
marinhos.
Elaborar atividades com produtos recicláveis, na
confecção de materiais lúdicos, pode incentivá-las na preservação do ambiente,
cuidando do espaço escolar no entorno da escola como, por exemplo: a horta que
está sendo feita por todos os grupos da creche.
QUESTÃO-PROBLEMA
A problemática
do tema gira em torno do meio ambiente. Como trabalhar a Educação Ambiental na
sala do Grupo Três da Educação Infantil? Durante o
período da Educação Infantil a aprendizagem surge da descoberta e curiosidade
natural do indivíduo pelo mundo que o cerca. Portanto, a criança precisa de
condições para experimentar, criar, construir e expressar-se livremente.
REFERENCIAL
TEÓRICO
Na tentativa de socializar o tema proposto, alguns
conceitos básicos serão desenvolvidos para compor esse referencial teórico.
Assim sendo, foram selecionadas algumas fontes bibliográficas e textos que
possam nos conduzir aos conceitos inerentes ao trabalho pedagógico com a
Educação Infantil, e para nos dar suporte em sala de aula. Iniciamos com o
conceito de educação infantil, como primeira etapa da
Educação Básica, priorizando os momentos livres para brincar, estabelecer elos
afetivos, indispensáveis na formação da personalidade sadia e feliz da criança.
Segundo o Art. 29, da LDB
da Lei nº9.394 sancionada em 20 de dezembro de 1996, estabelece que:
Educação Infantil é
a primeira etapa da Educação Básica, e tem como finalidade o desenvolvimento
integral da criança até os seis anos de idade, em seus aspectos físico,
psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da
comunidade (LDB nº9.394/96).
Segundo os
Parâmetros Curriculares, (BRASIL,
2006.p.13)a definição da criança é da
seguinte forma:
A
criança é um sujeito social e histórico, inserido em uma sociedade, que contribui com ela. A criança é um ser
produtor e produto da história e da cultura. Durante muito tempo a criança era
vista como: um ser que já nasce pronto, ou que nasce
vazio e carente da vida adulta, ou como um sujeito conhecedor, que se desenvolve da sua
própria iniciativa e capacidade de ação.
O que se quer dizer com isso, é que a criança é um sujeito que
vive sua história socialmente, como produto e produtor de sua cultura.
Na visão
de Vygotsky (1998. p.69):
“a experiência prática mostra que o ensino de conceitos é
impossível”. Um
professor que tenta fazer isto incorrerá num verbalismo vazio, uma
repetição
9 de palavras pela criança, semelhante a um papagaio que simula um
conhecimento dos conceitos correspondentes, mas que na realidade oculta um
“vácuo”.
Vygotsky reconhece o
papel ativo da criança na construção do conhecimento. As aprendizagens
acontecem nas interações com outras pessoas e dependem dos recursos que as
crianças utilizam, dentre eles destacam imitação, faz-de-conta, linguagem,
apropriação da imagem. Tudo no tempo certo.
Com
relação à Educação Ambiental, para as finalidades a que se propõe este projeto, citamos Carvalho
(2008) afirmando que: O grande desafio da EA
é, pois, ir além da aprendizagem comportamental, engajando-se na construção de
uma cultura cidadã e na formação de atitudes ecológicas (p.181).
Na
concepção da autora, para que se faça da Educação Ambiental um mecanismo favorável
ao meio deve-se rever a educação em si, ou melhor a educação em vários
aspectos.
Quanto ao termo “Reciclar”, define-se
como reaproveitar materiais orgânicos e inorgânicos para serem utilizados
novamente. É economizar energia, recursos naturais, trazer de volta ao ciclo
produtivo o que jogamos fora.
A reciclagem é um conjunto de técnicas de
reaproveitamento de materiais descartados, reintroduzindo-os no ciclo
produtivo. É uma das alternativas de tratamento de resíduos sólidos (lixo) mais
vantajosas, tanto do ponto de vista ambiental quanto do social: ela reduz o
consumo de recursos naturais, poupa energia e água, diminui o volume de lixo e
dá emprego a milhares de pessoas.
METODOLOGIA
Com
base nas observações e co-participações em sala de aula, pudemos nos preparar
para as intervenções. Trabalharemos com crianças de 3 a 4 anos, do grupo G3-A, seus
nomes são: meninas( Alana, Ana Luiza, Ana Vitória,Emanuelly, Graciele, Ive,
Jaciane, Joice, Kiara e Maria Alice), os meninos:(Gustavo, João Pedro, João
Victor,Lucas,Pablo,Pedro, Thiago,Yan.) São crianças que aprendem por meio de
troca de vivências com as outras crianças e com o meio. Brincam de tudo que se
faz na sala de aula, envolvendo o lúdico, imitação e faz de conta. Improvisam
diante de atividades livres para dar vazão a toda sua capacidade de comentar,
inventar e fantasiar. São independentes para atender suas necessidades
fisiológicas, reconhecem e localizam outras dependências da escola de seu uso;
Recompõe a figura humana dividindo em cabeça, tronco e membros; Alguns
identificam noções temporais (dia, noite, agora, antes, depois, hoje, amanhã);
Interessam-se pelas pessoas, observam suas expressões faciais; Continuam com o
brinquedo solitário por menor tempo; Toleram brinquedos coletivos; Têm apego a
um companheiro determinado; Gostam de ajudar nas tarefas;Têm cada vez mais
clara a consciência do eu, do nós e de você;Conseguem descrever a diferença de
meninos e meninas. Em suma, são crianças da faixa etária de 3 a 4 anos, e segundo Jean
Piaget , estão no Estágio pré- operatório que corresponde dos 2 aos 7 anos.
O estágio
foi planejado para ser realizado a
partir de duas observações, duas co-participações e finalmente cinco
intervenções na creche CEMEI Olga Benário. O Centro
Municipal de Educação Infantil – CEMEI possui como uma gestora, uma vice, e uma
coordenadora. No primeiro encontro na escola, seria para observar a
estrutura e organização da instituição de ensino. Isso
foi feito com a ajuda da gestora que muito simpática nos forneceu todas as informações
possíveis. A gestora tem sete anos de cargo e trabalha em equipe com a vice e a
coordenadora. A creche funciona das 08 às 17 horas, nos turno matutino e
vespertino. Há uma nutricionista que comparece uma vez no mês. A creche trabalha
com crianças de um a cinco anos e onze meses; possui sete turmas; onze
ADI(Auxiliar de Desenvolvimento Infantil), uma merendeira; uma cozinheira,
quatro vigilantes, uma secretária, sete professoras e dois auxiliares de
serviços gerais.
A creche
possui também em sua estrutura uma recepção, uma secretaria, diretoria,
coordenação, gabinete médico, rouparias, cozinha, sanitários para funcionários,
sanitários e banheiros para as crianças, um berçário, salas arejadas e amplas,
um pátio, onde as crianças brincam e fazem caminhadas e um parque na entrada da
escola com brinquedos próprios para os pequenos. A rotina da creche começa com
a chegada das crianças às 7 horas, fazem a troca de farda, tomam café, tem a
hora do banho de sol, passeio matinal, a hora do almoço, do soninho que segue
até às 14 horas. À tarde tem a janta e a partir das 16:30h, as crianças começam a sair para casa.
Segundo a diretora, a creche não possuía um projeto político
pedagógico, até que um grupo de estudantes da UNEB ajudou a construir, mas
ainda não foi aprovado pela Secretaria, mesmo assim a creche segue por ele,
refazendo o planejamento semestral dividido por bimestral e semanal, obedecendo
a um Regimento Escolar. O tema do projeto da escola esse ano veio da Prefeitura
“Educação Integral, Integrada e Sustentada”, vai trabalhar o Meio Ambiente,
revitalização do espaço escolar.
O segundo encontro seria
outra observação, dessa vez na sala de aula. A gestora mais uma vez muito simpática,
fez a seleção das salas que poderíamos usar. Ficamos com o grupo G3-A, grupo de
crianças de três a quatro anos. A sala comportava dezoito crianças, mas nesse
dia só tinha dezesseis, distribuídas em quatro mesas em quatro cadeiras; tinha
duas ADIs e a turma não tinha professora regente, desde o início do ano letivo,
se encontrava em licença médica. Dessa forma, tivemos que além da observação,
fazer uma improvisação. Infelizmente não tivemos acesso ao programa pedagógico da turma ,pois estava com a
professora e a escola não possuía uma cópia, sendo assim, tivemos que
improvisar uma aula com base no que estudamos teoricamente. Tudo correu muito
bem.
O terceiro encontro que
deveria ser de co-participação, mais uma vez fizemos uma aula de improviso,
pois nem a diretora, nem a coordenadora havia conseguido encontrar o plano
pedagógico da professora regente. Indagamos das crianças sobre músicas,
brincadeiras, histórias que eles gostavam e criamos uma aula com elas. Foi
assim até o final da manhã. As crianças são muito dóceis, carinhosas e alegres.
Muito bom ficar entre elas.
Do quarto encontro em
diante seriam as intervenções realizadas a partir dos planos de aula. Nosso
público alvo serão as crianças do G3-A, crianças de 3 a 4 anos.
Todos os planos de aula
serão baseados no projeto da escola e cada um terá um tema referente aos
conteúdos trabalhados. Cada aula terá quatro horas de duração, durante a manhã
e será obedecida uma sequência didática.
Como o projeto da escola refere-se à sustentabilidade, ao Meio Ambiente, todos os planos de aula
trabalharão com produtos reciclados, conforme o tema desse projeto:”Educação Ambiental:Reciclando
Recicláveis”. Diariamente, às 9 horas da manhã as crianças fazem um passeio
matinal em torno da escola. Eles aproveitam para respirar o ar fresco e ouvir
os diversos sons da natureza, enquanto a funcionária faz a higienização da sala
de aula.
REFERÊNCIAS
Brasil.
Ministério da Educação. Secretaria de Educação. Parâmetros nacionais de qualidade
para a educação infantil. volume 1. Brasília: MEC\Secretaria de Educação
Básica,2006.
CARVALHO,Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental:a
formação do sujeito ecológico.Ed.Cortez.São Paulo, 2008
GÓES,Lúcia
Pimentel.Posso ir também?Ed.. Scipione, Biblioteca Marcha Criança
MACHADO,Nílson
José.Contando de um a dez. Ed.Scipione.Coleção Histórias de Contar
Ministério da Educação.
Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica:Resolução Nº 7, de 14 de dezembro de 2010.
NEVES, André. LINO,1ªed.Porto
Alegre,2012.
OLIVEIRA,Lívia de . A
construção do espaço, segundo Jean Piaget. Sociedade e Natureza,
Uberlândia,nº17,2005.
PIAGET,Jean;INHELDER,
Barbel.A representação do espaço da criança. Traduzido por Bernardina Machado
Albuquerque. Porto Alegre, Artes Médicas,1993.
SANTOS,José . BEATRIZ, Laura. Rimas da Floresta: Seu Batista,o artista e
a onça pintada. Coleção Bicho-Poema
SOARES,Luiza Ducla.Uma história de
dedos. Livraria Civilização
Editora,2006.
VYGOTSKY
– Leusemenovich. Formação Social da Mente – São Paulo – Martins Fontes, 1998.
-----------------------------------------------------------------------------------
-----------------------------------------------------------------------------------
RELATÓRIO
FINAL DE INTERVENÇÃO NA
EDUCAÇÃO INFANTIL
Educação
AMBIENTAL: RECICLANDO RECICLÁVEIS
Celeste Maria Fonseca Menezes*
Maria Eliana de Jesus Machado**
INTRODUÇÃO
O presente relatório de intervenção
nos anos iniciais da Educação Infantil, foi realizado na Creche CEMEI OLGA
BENÁRIO, situada na rua Cidália nº 50, Conjunto Doron A – Narandiba, em
Salvador – Ba., com a turma do grupo G3-A nos dias 28/04, 05/05, 19/05, 02/06,
14/07, 21/07, 24/07, e 28/07/2014. A Creche trabalha com o grupo de crianças de
um ano a cinco anos e onze meses, tem como Diretora Srª. Maria Angélica Santos
Soares, e como Vice-Diretora a Srª. Maria Helenice Francisca e a Coordenadora
Cristiane Silva Chaves, possui também uma nutricionista que dá suporte na
alimentação das crianças uma vez ao mês, duas merendeiras, quatorze
professores, dois auxiliares de serviços gerais, uma secretária, quatro
vigilantes, onze auxiliares de desenvolvimento infantil, as ADIs.
A estrutura física da Creche é
grande, mas seu estado de conservação é precário, pois segundo a Diretora ela
será demolida para que seja construída uma nova Creche no lugar, mas enquanto
isso não acontece o funcionamento acontece de maneira não satisfatória. Por não
possuir um Projeto Político Pedagógico a Creche faz seu planejamento semestral,
dividido por bimestral e semanal, o Projeto desse ano, para a Creche veio da
Prefeitura com o tema: “Educação Integral, Integrada e Sustentada” para que
seja trabalhada o Meio Ambiente e a revitalização do espaço escolar. A sala de
aula na qual realizamos nosso estágio é ampla, com mesas e cadeiras apropriadas
para o tamanho das crianças; a decoração é feita com muitos cartazes, enfeites
com motivos infantis, brinquedos de montar, cartazes com os nomes das crianças,
uma estante com muitos livros de histórias infantis, mural para colocar os
trabalhos feitos pelas crianças.
Esse projeto é baseado na
sustentabilidade e conta com a colaboração dos pais, dos funcionários a fim de
conscientizá-los que podemos reaproveitar o lixo, e coisas que
__________________
*
Graduanda em
Pedagogia Licenciatura Plena –celeste.menezes@gmail.com
**Idem
- elianadjm@hotmail.com
poderiam ser
jogados na natureza, e são reaproveitados,como as garrafas (pet) coloridas, que
servem para decorar a horta existente no pátio da escola; contando também com a
colheita dos legumes e verduras para serem utilizados na alimentação das
crianças.
Esse relatório tem relação com nosso
projeto de intervenção cujo objetivo, foi essencial para nosso processo
formativo, por que adquirimos conhecimentos práticos e uma experiência que nos
possibilita realizar o exercício da docência. Desenvolver os conhecimentos teóricos
amplos e abrangentes, pois durante esse período tivemos experiências que podem
contribuir para uma prática pedagógica e um trabalho profissional consciente.
Portanto ao escolhermos a profissão
de Pedagogo, devemos nos munir de uma postura de completa interação com as
crianças, nos envolvendo nas brincadeiras, nas trocas de experiências,
sentimentos e emoções que elas vivem no seu cotidiano. O educador infantil
precisa se conscientizar que ao trabalhar com crianças, o carinho e a
afetividade são importantes e devem fazer parte da Educação Infantil, para que
se estabeleça uma relação de confiança na criança.
O estágio também nos fez refletir como será nosso dia a dia em sala de
aula, nos deu oportunidade de colocar em prática as teorias aprendidas ao longo
do curso, e nos aperfeiçoando para
exercer a profissão com êxito . Foi planejado para ser realizado com 2 (duas)
observações, 2 (duas) co-participações, e 5 (cinco) intervenções. Porém, no
nosso caso, a professora regente do grupo G3-A, estava de licença médica e
desde início do ano letivo, as crianças
estavam sem atividade pedagógica, sendo assim, tivemos que ao mesmo tempo da
observação, fazermos a co-participação.O dia
28/04/2014,
foi o nosso primeiro encontro na creche. Esse dia seria a nossa primeira
observação, mas não pudemos realizar, pois a Secretaria de Educação ainda não
tinha enviado a nossa autorização para atuar na sala de aula. A Diretora Maria
Angélica,não estava preparada para nos receber e não havia selecionado as
turmas para estágio. A senhora Angélica
gentilmente, tratou de nos mostrar todo espaço físico da escola e sua
estrutura, dando-nos informações sobre o funcionamento da mesma, que começa com
chegada das crianças por volta de 7:00h às
8:00h,
e ficam na instituição em tempo integral. A rotina da creche começa com a troca
do uniforme e o desjejum,
terminando por volta das 16:30h, quando
os pais começam a chegar para levar suas crianças para casa. Portanto nesse dia
não houve observação em sala de aula.
No nosso segundo encontro dia 05/05/2014,
fomos apresentadas a nossa turma, pela Gestora Maria Angélica. As crianças nos
receberam cheias de contentamento e alegria, ficamos com o grupo G3-A, crianças
de 3 e 4 anos. Como já foi mencionado, essa turma, encontra-se sem a professora
regente, que está de licença médica, contando apenas com duas ADIs: Elisabete
de Araújo Fortuna e Helenita Santos Nascimento. Nesse dia tivemos que assumir a
turma. As crianças ficavam sempre sem atividades pedagógicas, seguindo sempre a
mesma rotina, sentadas nas cadeiras com alguns brinquedos de armar, inquietas,
todas querendo se expressar ao mesmo tempo, mas são contidas pelas ADIs, que
fazem o seu papel de ADI muito bem, mas as crianças precisavam de atividades
pedagógicas.
Conforme as informações que a gestora nos passou sobre o projeto da
escola, fizemos nossos planos de aula baseados na “Sustentabilidade”. Nesse dia
já começamos a nossa intervenção, elaboramos nosso plano de aula com base na
Educação Ambiental. Falamos de como devemos nos comportar para preservar a
natureza; não devemos cortar as árvores, senão os animais não terão onde morar.
Contamos histórias sobre os animais perto do homem galinha, gato, cachorro, e
os que vivem nas florestas, como, onça, cobra, papagaio, macaco, e as crianças adoraram, principalmente da onça
e do macaco. Na sequência, na mesma
rodinha cada um imitava e falava do animal que mais gostou na história. Foi
muito interessante
No final da nossa intervenção saímos com a reflexão de que, a
aprendizagem se dá através do incentivo,
da comunicação, do carinho e da vontade de querer fazer a diferença. Nas
atividades propostas, eles ficam felizes quando elogiamos suas atividades de
pintura, colagem, ou desenho livre.
No dia 19/05/2014, nossa
co-participação foi mais abrangente, pois já estávamos mais familiarizados com as crianças, porém
nesse dia, elas estavam muito inquietas, então distribuímos papel oficio e
pedimos para que fizessem um desenho
qualquer, pois queríamos saber como andava a imaginação delas. Quando
terminaram o desenho, fizemos a rodinha para que eles socializassem seus
desenhos fazendo mímica, imitação para que os coleguinhas descobrissem o que
ele tinha desenhado. Algumas crianças não quiseram mostrar seu desenho como,
por exemplo, Emanuelly nos mostrou que
tinha desenhado uma bailarina, e dançou; João Pedro nos mostrou o seu
desenho e imitou o rugido de um leão,
outros imitaram macaco, onça, Batman, Barbie girl, dentre outros. Em seguida,
como já estávamos na rodinha, foi a hora da contação de história, “Os Dez
Amigos” que teve uma ótima participação, todos ouviram com atenção e depois
todos cantaram a canção dos dedinhos. As crianças adoram ouvir histórias de
animais.
No terceiro momento as crianças voltam para seus lugares e são
distribuídos brinquedos para que elas brinquem de faz de conta. Nesse dia
pudemos vivenciar a capacidade de imaginação de cada criança, brincando de
faz-de-conta, elas transferem os papéis, brincam como se fossem pai, mãe,
médico, paciente, heróis, vilões, etc. Na sala surgiram princesas,
Homem-Aranha, borboletas, cozinheiras, conversas simuladas ao telefone celular,
ficando divertido a maneira que elas
constroem seus personagens. É muito importante
essa interação na construção da sua aprendizagem.
No dia 02/06/2014,
nossa primeira intervenção propriamente dita pelas profes-soras de Estágio
Supervisionado,pudemos então, sentir como é prazeroso conviver com essas
crianças, cada uma com suas particularidades, entretanto todas incrivelmente
participativas. Quando se trata de fazer alguma atividade que desperte a
curiosidade, elas se interessam e querem participar mais e mais.
Nesse dia acolhemos as crianças chamando seus nomes com música e a cada
nome chamado íamos colocando o crachá com seu nome, confeccionados com cartolina
e barbante; depois fizemos uma atividade de pintura com o desenho do mascote da
Copa do Mundo “Fuleco”, pois o tema dessa aula foi sobre a COPA do MUNDO,
depois na rodinha contamos a história do “Tatu Bola”, elas adoraram e cada um
falou o que achava do Fuleco. Em seguida
foi a hora de fazer colagem com material reciclado, com formas geométricas da Bandeira do Brasil,
para ser colocado no mural com o nome de cada criança.
Pudemos perceber que quando as crianças estão envolvidas, elas colaboram
e participam ativamente, dedicando toda sua atenção para as atividades
propostas. É emocionante, vê-las interagindo, participando, descobrindo e
aprendendo.
No dia 14/07/2014, chegamos à
sala fizemos a chamada cantando o nome de cada um, e todos participaram alegremente.
Já não usavam os crachás, percebemos que incomodavam no pescoço deles, então
preferimos colocar os nomes nas cadeirinhas. Gostaram da idéia e na sequência,
como o tema dessa aula refere-se ao “NOSSO CORPO”, iniciamos a aula falando do
corpo humano, com uma história dos dedos, cantamos a música dos dedinhos e mais
sobre o corpo. Nessa aula falamos dos ruídos que nosso corpo faz, falamos da
divisão do corpo em cabeça, tronco e membros e nariz, boca, olhos orelhas.
Falamos da importância de cada uma dessas partes, quantos olhos nós temos como
eles são importantes e para que servem, e quantos são orelhas, nariz, pés e
mãos.
Em seguida elaboramos uma atividade com esses itens para que as crianças
ao ver as figuras pintassem a quantidade de olhos, que temos,por exemplo,
relacionando com número 2(dois), para facilitar a compreensão e assim com as
outras partes do corpo. As respostas foram surpreendentes, porque, as crianças
sabem o correto , mas queriam pintar tudo. Depois elaboramos uns quebra-cabeças
confeccionados com material reciclado papelão e forrado com papel colorido, o
desenho de menino e de menina, os meninos armariam a figura de um menino e as
meninas, de menina e cada um armou o seu.
Nessa aula pudemos perceber que as crianças aprendem com mais facilidade
se estão em contato com diversidade de materiais, elas brincam interagem,
colaboram, e se apropriam das diferentes formas de linguagens, seja corporal,
oral, ou visual.
O estágio tem a função de deixar o estudante em contato direto com a
prática, e nos dá a possibilidade de analisar nosso conhecimento teórico
aliando-o à prática da sala de aula.
O professor de Educação Infantil pode oferecer um bom nível de ensino aos
alunos, aplicando atividades que tenham significado e que conseguem a atenção das
crianças e dessa forma tornar o aprendizado mais prazeroso.
No dia 21/07/2014, nossa
intervenção foi muito proveitosa, começamos com um bom dia cantado, todos
interagiram com alegria, como quase todos os dias tem a contação de histórias
com o tema “Animais” nesse dia
escolhemos a história da “ Onça Pintada” são histórias onde as crianças
aprendem e também se divertem, elas adoram imitar a onça, acham um animal
bonito, porém dizem que sentem muito medo. Então nessa hora nós explicamos que
a onça é um animal selvagem que vive na floresta, e que precisa ser preservado,
senão ela vai deixar de existir.
Na sequência depois das explicações sobre os animais distribuímos para as
crianças um porta-lápis, confeccionado com rolo de papel higiênico para que
eles levassem para casa, com figuras de animais selvagens e animais domésticos
como: cachorro, gato, ovelha, elefante, tigre, onça-pintada etc. para que eles
tivessem a noção da diferença, dos animais que vivem na floresta e dos que
podem morar nas nossas casas, que são nossos amigos.
Como o projeto da escola é “Sustentabilidade” aproveitamento do lixo,
fizemos quebra cabeças com material reciclado, e pudemos perceber que os
conteúdos quando aplicados de maneira lúdica faz diferença na aprendizagem das
crianças pequenas.
No dia 24/07/2014 nossa intervenção foi como sempre alegre,
prazerosa, com todas as crianças interagindo, observando, construindo sua
aprendizagem. “Como as crianças gostam muito de ouvir histórias, elas sempre
querem mais, hoje e como todos os dias tem o momento das histórias, hoje foi a vez das histórias: “LINO”
e “ Meu Jardim” e o tema da aula foi Ecologia, “Bichinhos de Jardim”.
Depois da história as crianças foram para o parque, e lá elas
aproveitaram o máximo dos brinquedos. Esse passeio é feito por escala e esse
dia foi da turma G3-A. Ao retornar à
sala de aula as crianças fizeram uma atividade de pintura com bichos que moram
no jardim como: joaninha, caracol, formiga, abelha, centopeia, borboleta etc.
elas pintaram, rabiscaram e se divertiram com bichinhos que seriam expostos no
mural da sala. Em seguida seria a hora do banho enquanto eles esperavam sua
hora, fizemos outra atividade de colagem, cada criança recebeu uma figura plana
e uma folha de papel oficio, eles escolheriam qual a forma queriam, tinha
estrela, circulo, coração, flor, barco, triângulo, retângulo, quadrado, para
que eles colassem no ofício, e depois tentassem fazer outra figura igual. Foi
interessante, o que observamos de algumas crianças rabiscaram tudo e disseram
que fizeram igual, outras contornaram a colagem, e apenas um, só colou e nada fez. Reconheceram algumas
figuras, como o coração, a estrela, o balão,
a flor e o retângulo, interessante,
as crianças associaram essa figura ao celular e queria brincar
telefonando. O faz-de-conta está sempre presente para essas crianças.
Nesse dia ainda tinha outra atividade que era um jogo, mas como eles
estavam muito cansados do parque, resolvemos não aplicar. Logo depois do almoço
eles foram deitar para repor as energias que gastaram no parque.
Durante a intervenção pudemos
observar e vivenciar como cada criança interage, algumas querem fazer tudo com
perfeição, nas atividades de pintura essa característica é visível, outras
apenas o que é pedido nas atividades. O estágio nos dá oportunidade de
contribuir com as tarefas propostas, trazendo o prazer de contribuir para
educação dessas crianças.
No dia 28/07/2014 começamos como sempre, a chamada cantada que dava
ideia de quantidade com a canção “Mariana conta um...”, “Um, dois feijão com
arroz...”. São músicas relacionadas ao tema da aula “números e quantidade”. Em seguida foi feita uma atividade
lúdica de caráter educativo baseado no projeto da escola “Sustentabilidade,
aproveitamento do lixo”. Fizemos um jogo de boliche utilizando 10 garrafinhas (pet),
enchemos com rótulos coloridos, todas devidamente numeradas de um a dez. Ao
começar o jogo as garrafas foram colocadas em pé, para que cada criança jogue
uma bola feita de jornal e forrada com papel colorido, de encontro com as
garrafas pet, e quem derrubar o maior número de garrafas será o ganhador do
jogo. Cada criança teve duas chances para derrubar as garrafas.
Foi muito divertida essa atividade, todos participaram e adoraram, queriam
continuar com a brincadeira, mas tivemos que encerrar para começar outra
atividade depois do banho.
No último momento, distribuímos uma massa
de modelar colorida para cada criança e
elas ficaram muito felizes e
surpreendentemente as meninas queriam fazer borboletas, pois tinham visto as
borboletas no jardim da creche, os meninos fizeram carros, bola, Batman, (na
visão deles),etc.
Esse foi nosso último dia de intervenção, e nessa aula pudemos refletir
que as aprendizagens acontecem com as interações com outras pessoas e dependem
dos recursos que são usados, as crianças se apropriam do faz de conta, da
imitação, da linguagem, dos objetos, e da imaginação para construir sua
aprendizagem.
A experiência do estágio no CEMEI
OLGA BENÁRIO nos mostrou claramente o que significa ser professor de Educação
Infantil.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Durante o Estágio Supervisionado III
na Educação Infantil, tivemos a oportunidade de vivenciar uma experiência
significativa para a nossa formação, foram muitos momentos ricos e prazerosos
que nos estimularam a desenvolver atividades dinâmicas. Buscamos construir
estratégias educativas com o objetivo de contribuir no processo de aprendizagem
das crianças pequenas, e o caráter lúdico foi explorado em todas as atividades
aplicadas em sala de aula.
Concluímos que a vivência em sala de
aula nos fez crescer e ver como o educador Infantil, pode fazer a diferença respeitando
os limites de cada criança, estabelecendo um clima de confiança e afetividade,
para que se desenvolvam os valores que elas irão levar para toda a vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário