segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

ESTÁGIO SUPERVISIONADO III:Textos e Atividades


ESTÁGIO SUPERVISIONADO III, 90h

Ementa: O projeto de estágio e os elementos constituintes da prática docente. Planejamento para as classes de Educação Infantil. A pesquisa como eixo da abordagem de ensino por projetos. A práxis pedagógica e a formação docente nas classes de Educação Infantil: planejamento, observação, avaliação, acompanhamento, histórico e modalidades da pedagogia de projetos. A práxis pedagógica e a formação docente. Iniciação da construção e da operacionalização do projeto de estágio em Educação Infantil.

Estágio Supervisionado III - disciplina ministrada em toda a manhã de Segunda-feira, pela professora Adelaide Badaró  e a professora    Antonete Xavier;

  
Estudamos nessa disciplina : Concepção da criança e da Pedagogia  da Educação Infantil; Importância do estágio na formação do pedagogo; Retrospectiva das experiências e aprendizagens significativas do estágio II; O estágio em Educação Infantil: expectativas teórico-práticas;  Características, perfil e importância do professor na Educação Infantil; O conceito de infância na contemporaneidade; Quais seriam os princípios que a escola deveria observar em relação à infância e à criança? Visão de que conhecimentos e habilidades seriam necessários para o pedagogo trabalhar com a Educação Infantil (expectativa); Documentos que respaldam a Educação Infantil; História da Creche.


Atividades avaliativas nessa disciplina:

1ª Unidade - Preparação do Roteiro para intervenção de Estágio em Educação
                   Infantil;
2ª Unidade - Elaboração do Projeto de Intervenção em Educação Infantil;
3ª Unidade - Apresentação em Seminário e entrega do Projeto escrito.

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A disciplina Estágio Supervisionado III visa a observação e a intervenção pedagógica nos estabelecimentos destinados à Educação Infantil - creches chamadas Centro Municipal  de Educação Infantil - CMEI . Fizemos observação e intervenção no CMEI Olga Benário, com crianças de 4 anos.  




A primeira avaliação dessa disciplina : Na preparação do Roteiro para intervenção de Estágio em Educação Infantil, foi necessário tomar conhecimento da concepção de Educação Infantil e dos documentos que respaldam a Educação Infantil, bem como os princípios básicos da Educação Infantil.




Do ponto de vista legal, a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de zero a cinco anos de idade em seus aspectos físico, afetivo, intelectual, linguístico e social, complementando a ação da família e da comunidade (Lei nº 9.394/96, art. 29).


O atendimento em creche e pré-escola a crianças de zero a cinco anos de idade é definido na Constituição Federal de 1988 como dever do Estado em relação à educação, oferecido em regime de colaboração e organizado em sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A incorporação das creches e pré-escolas no capítulo da Educação na Constituição Federal (art. 208, inciso IV) impacta todas as outras responsabilidades do Estado em relação à Educação Infantil, ou seja, o direito das crianças de zero a cinco anos de idade à matrícula em escola pública (art. 205), gratuita e de qualidade (art. 206, incisos IV e VI), igualdade de condições em relação às demais crianças para acesso, permanência e pleno aproveitamento das oportunidades de aprendizagem propiciadas (art. 206, inciso I) (BRASIL,2010,p.83).


DOCUMENTOS QUE RESPALDAM A EDUCAÇÃO INFANTIL:

PQNEI - Parâmetros Nacionais de Qualidade para a Educação Infantil   

Documento publicado em 2006, possui dois volumes e busca assegurar parâmetros e indicadores sobre a qualidade de oferta da Educação Infantil, indicando padrões de referência orientadores para o sistema educacional quanto à organização e ao funcionamento das instituições.

O Volume 1  apresenta uma concepção de criança, Pedagogia, Educação Infantil, a trajetória histórica do debate da qualidade da Educação Infantil. Esse volume é mais amplo e mais genérico.

O documento apresenta uma concepção de criança como sujeito social e histórico, inserido em determinada sociedade e cultura. A criança é vista como uma abstração, mas como um ser produtor e produto da história e da cultura, ou seja, um ser capaz de interagir e produzir cultura no meio em que se encontra.

O Volume 2 explicita as competências dos sistemas de ensino e a caracterização das instituições de educação Infantil com base nas definições legais.

Esse documento foi criado para estabelecer referência nacional a ser discutida e usada pelos sistemas de ensino na definição de padrão de qualidade local para as instituições de Educação Infantil.


RCNEI - Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil

Documento  importante cuja forma de trabalhar com planejamento é direcionada ao trabalho dentro da sala de aula. Possui três volumes: o Volume 1 é uma apresentação de tudo que tem nos outros dois. Fala sobre a criança como sujeito de direitos, o dever do Estado, concepção de criança, cuidar e educar; O Volume 2 fala do conhecimento pessoal e social; e o Volume 3 fala das linguagens, conhecimento de mundo.



O RCNEI é um documento que procura instrumentalizar os educadores na prática educativa cotidiana com as crianças em creches e pré-escolas brasileiras, respeitando-se a diversidade cultural do país e os estilos pedagógicos dos profissionais.

Em relação à concepção de criança, docente e conhecimento presentes neste documento, podemos constatar que a criança é caracterizada pelo Referencial, como um ser historicamente constituído, sendo marcada pelo meio social no qual vive e também deixando suas marcas neste. É vista como um ser que sente e pensa o mundo de um jeito próprio, sendo capaz de construir o conhecimento na interação com o meio e com as outras pessoas de forma ativa a partir da criação de hipóteses originais sobre o que deseja pesquisar.

Em relação à figura do professor, o RCNEI o caracteriza como aquele que disponibiliza as condições para que a criança organiza de forma pessoal e independente suas emoções, sentimentos, conhecimentos e regras sociais, brincando de maneira espontânea e prazerosa. O RCNEI caracteriza o professor como mediador entre as crianças e o conhecimento, com a função de intervir quando necessário, (...). Ele deve propiciar situações e espaços de aprendizagem que articulem os recursos e capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas aos conhecimentos prévios e aos conteúdos referentes aos diferentes campos do conhecimento humano, (...).

À respeito do conhecimento, de acordo com o RCNEI. Deve ser de forma prazerosa na instituição, tendo a brincadeira espontânea como eixo. Não pode ser repassado do professor para o aluno. O conhecimento é construído por meio de interações que estabelecem com os outros e com o meio em que estão inseridas, elaborando hipóteses sobre o objeto que desejam desvendar.



PNE - Plano Nacional de Educação

O PNE, aprovado pelo Congresso Nacional, foi instituído pela Lei nº10.172, de 9 de janeiro de 2001. Tem duração de dez anos e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem elaborar planos decenais correspondentes, para adequação às especificidades locais e a cada circunstância (LIBÂNEO,2011,p. 158).

O Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº 10.172/2001, estabeleceu metas decenais para que no final do período de sua vigência, 2011, a oferta da Educação Infantil alcance a 50% das crianças de 0 a 3 anos e 80% das de 4 e 5 anos, metas que ainda persistem como um grande desafio a ser enfrentado pelo país.

Frente a essas transformações, a Educação Infantil vive um intenso processo de revisão de concepções sobre a educação de crianças em espaços coletivos, e de seleção e fortalecimento de práticas pedagógicas mediadoras de aprendizagens e do desenvolvimento das crianças. Em especial, têm se mostrado prioritárias as discussões sobre como orientar o trabalho junto às crianças de até três anos em creches e como garantir práticas junto às crianças de quatro e cinco anos que se articulem, mas não antecipem processos do Ensino Fundamental (BRASIL,2010,p.83).




DCN - Diretrizes Curriculares Nacionais


As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil elaboradas pelo Conselho (Resolução CNE/CEB nº 1/99 e Parecer CNE/CEB nº 22/98) foram fundamentais para explicitar princípios e orientações para os sistemas de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de propostas pedagógicas.

O atendimento em creches e pré-escolas como direito social das crianças se afirma na Constituição de 1988, com o reconhecimento da Educação Infantil como dever do Estado com a Educação. O processo que resultou nessa conquista teve ampla participação dos movimentos comunitários, dos movimentos de mulheres, dos movimentos de trabalhadores, dos movimentos de redemocratização do país, além, evidentemente, das lutas dos próprios profissionais da educação (BRASIL.2013,p.7).

Desde então, o campo da Educação Infantil vive um intenso processo de revisão de concepções sobre educação de crianças em espaços coletivos, e de seleção e fortalecimento de práticas pedagógicas mediadoras de aprendizagens e do desenvolvimento das crianças. Em especial, têm se mostrado prioritárias as discussões sobre como orientar o trabalho junto às crianças de até três anos em creches e como assegurar práticas junto às crianças de quatro e cinco anos que prevejam formas de garantir a continuidade no processo de aprendizagem e desenvolvimento das crianças, sem antecipação de conteúdos que serão trabalhados no Ensino Fundamental (BRASIL.2013,p.7).





LDB - Leis de Diretrizes e Bases

A Lei de Diretrizes e Bases nº 9.394 promulgada em 20 de dezembro de 1996, estabelece de forma incisiva, o vinculo entre o atendimento às crianças de 0 a 6 anos e a educação. Dessa forma, fica estabelecido que as creches ou entidades equivalentes se destinam às crianças até 3 anos de idade, pré-escolas para crianças de 4 a 5 anos.

PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL


Os princípios básicos da Educação Infantil são três: o cuidar, o educar e o brincar. Os cuidados e a educação devem proporcionar o desenvolvimento cognitivo e psicossocial a todas as crianças, sem qualquer tipo de discriminação, garantindo a elas todos os direitos de cidadão. O cuidar inclui todas as atividades ligadas ao cotidiano de qualquer criança: alimentar, proteger, consolar, etc. Atitude e procedimentos que têm objetivo de atender às necessidades da criança no processo de crescimento e desenvolvimento. 

Dentre os procedimentos para potencializar o desenvolvimento nessa faixa etária, a primeira coisa a fazer é incentivar a criança que com o corpo, entra em contato com texturas, temperaturas e gostos. Para estimular a linguagem verbal por meio de histórias e músicas, e a imitação, entendendo a necessidade de reproduzir gestos e falas e procurando valorizar a expressão individual de cada um.


O educar entrelaça todos os momentos do dia, remete a situações de cuidado, brincadeiras, de diálogos entre crianças e adultos, crianças entre si e adultos também. São as aprendizagens orientadas de forma integrada que contribuem para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal de ser e estar com outras pessoas e uma atitude básica de aceitação, respeito e confiança aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural.

           
Através do brincar as crianças podem exercer sua capacidade de criar situações imaginárias que lhe permitem operar com objetos e situações do mundo dos adultos. Enquanto brinca a criança amplia seu conhecimento, pois ela pode fazer de conta que age de maneira adequada ao manipular objetos com os quais o adulto opera e ela não. Por exemplo, no faz-de-conta a criança aprende a agir em função da imagem de uma pessoa, de uma personagem, de um objeto e de situações que não estão imediatamente presentes e perceptíveis para ela. No faz-de-conta a criança brinca como se fosse o pai, a mãe, o filho, o médico, o paciente, heróis e vilões etc., imitando e recriando personagens observados ou imaginados nas suas vivências.
 



REFERÊNCIAS:

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização,Diversidade e Inclusão. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Conselho Nacional da Educação. Câmara Nacional de Educação Básica.Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral.Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013.

______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica.Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil /Secretaria de Educação Básica. – Brasília : MEC, SEB, 2010.

LIBÂNEO, José Carlos. Educação escolar, políticas, estrutura e organização. 10ªed. São Paulo:Cortez,2011.
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PROJETO DE INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Educação AMBIENTAL: RECICLANDO RECICLÁVEIS

Celeste Maria Fonseca Menezes*
Maria Eliana de Jesus Machado**

RESUMO: O presente projeto de intervenção refere-se a um  assunto de muita relevância que envolve a sustentabilidade. O nosso tema “Educação Ambiental: Reciclando Recicláveis”está conectado ao proposto pela Instituição do estágio: “Educação Integral, Integrada e Sustentada”. Optamos por Educação Ambiental por se tratar de uma das visões de mundo que se pensa na realidade, como mediar o meio ambiente. Ou seja, por se querer tentar manter o meio ambiente do planeta em harmonia com as pessoas, fazendo parte do movimento ecológico. A educação Ambiental surge da preocupação da sociedade com o futuro da vida e com a qualidade da existência das presentes e futuras gerações. A tomada de consciência do problema ambiental, o ideal de ser e viver em um mundo ecológico deve acontecer desde cedo. As crianças devem tomar conhecimento do mundo que se apresenta para elas.

PALAVRAS-CHAVE: Criança, Educação Infantil, Educação Ambiental, Reciclagem.


INTRODUÇÃO

          O tema “Educação Ambiental: Reciclando Recicláveis” refere-se ao meio ambiente, a visão naturalista da natureza, vida biológica, vida selvagem, a flora, a fauna, a interação com a natureza. A questão é: como trabalhar Educação Ambiental com crianças de 3 a 4 anos na Educação Infantil? O que ocorre é que as ideias sobre a natureza não são naturais como buscamos demonstrar. As visões das crianças não são as mesmas dos adultos em relação à natureza. Nesse sentido buscaremos captar a questão por outro ângulo: os reciclados. Nesse ponto de vista, a natureza e os humanos bem como a sociedade e o ambiente devem estabelecer uma relação de mútua interação para formar um único mundo. Assim sendo, reaproveitar os materiais recicláveis transformando-os em produtos reciclados, pode-se desenvolver uma atitude ambientalista para a melhoria da qualidade de vida e para que haja condições ambientais favoráveis à vida das futuras gerações.
         
Serão aplicadas atividades inerentes ao tema sobre sustentabilidade, para as quais foram confeccionados objetos de caráter lúdico e educativo como, por exemplo, um jogo de boliche de garrafinhas pet, quebra-cabeças feitas com embalagens de isopor, figuras planas feitas de papelão, animais com rolos de papel higiênico. Tudo isso levarão as crianças a uma vasta imaginação no faz-de-conta, ao passo que aprendem naturalmente a preservar o meio ambiente.


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* Graduanda em Pedagogia Licenciatura Plena – 7ºsemestre –celeste.menezes@gmail.com
**Idem - elianadjm@hotmail.com

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JUSTIFICATIVA



A escolha do tema desse projeto deve-se ao fato de considerar Educação Ambiental de fundamental importância, pois além de incentivar a aquisição de uma consciência ecológica, também acentuará a dimensão crítica do aluno em relação aos problemas ambientais.

OBJETIVO GERAL
Com base no projeto da instituição infantil, o objetivo geral do nosso tema é desenvolver atitudes conscientes no aluno, assim como o senso de responsabilidade. Despertando na criança o cuidado com a natureza, não jogar lixo em lugares inapropriados e mostrar-lhe como são importantes esses cuidados. Contudo isso, a criança adquire conhecimento desde cedo como tratar bem a natureza. É preciso que a criança aprenda a valorizar a natureza que dela necessita.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Trabalhar com as crianças a transformação do lixo em algo reaproveitável.  O lixo produzido nas cidades é o resultado mais imediato da sociedade de consumo. Materiais que a natureza leva centenas ou milhares de anos para decompor são produtos que são utilizados por pouco tempo e depois são desprezados, indo parar em praias, parques, ruas ou aterros sanitários. Como exemplos: pratos de isopor, copos, garrafas, colheres, fraldas descartáveis que muitas vezes vão parar no mar matando milhares de animais marinhos. 


Elaborar  atividades com produtos recicláveis, na confecção de materiais lúdicos, pode incentivá-las na preservação do ambiente, cuidando do espaço escolar no entorno da escola como, por exemplo: a horta que está sendo feita por todos os grupos da creche. 

QUESTÃO-PROBLEMA


A problemática do tema gira em torno do meio ambiente. Como trabalhar a Educação Ambiental na sala do Grupo Três da Educação Infantil? Durante o período da Educação Infantil a aprendizagem surge da descoberta e curiosidade natural do indivíduo pelo mundo que o cerca. Portanto, a criança precisa de condições para experimentar, criar, construir e expressar-se livremente.


REFERENCIAL TEÓRICO

Na tentativa de socializar o tema proposto, alguns conceitos básicos serão desenvolvidos para compor esse referencial teórico. Assim sendo, foram selecionadas algumas fontes bibliográficas e textos que possam nos conduzir aos conceitos inerentes ao trabalho pedagógico com a Educação Infantil, e para nos dar suporte em sala de aula. Iniciamos com o conceito de educação infantil, como primeira etapa da Educação Básica, priorizando os momentos livres para brincar, estabelecer elos afetivos, indispensáveis na formação da personalidade sadia e feliz da criança.

Segundo o Art. 29, da LDB da Lei nº9.394 sancionada em 20 de dezembro de 1996, estabelece que:
Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade (LDB nº9.394/96).

Segundo os Parâmetros Curriculares, (BRASIL, 2006.p.13)a definição da criança é da seguinte forma:
A criança é um sujeito social e histórico, inserido em uma sociedade,  que contribui com ela. A criança é um ser produtor e produto da história e da cultura. Durante muito tempo a criança era vista como: um ser que já nasce pronto, ou  que  nasce vazio e carente da vida adulta, ou como um  sujeito conhecedor, que se desenvolve da sua própria iniciativa e capacidade de ação.
O que se quer dizer com isso, é que a criança é um sujeito que vive sua história socialmente, como produto e produtor de sua cultura.
Na visão de Vygotsky (1998. p.69):

“a experiência prática mostra que o ensino de conceitos é impossível”. Um
professor que tenta fazer isto incorrerá num verbalismo vazio, uma repetição
9 de palavras pela criança, semelhante a um papagaio que simula um conhecimento dos conceitos correspondentes, mas que na realidade oculta um “vácuo”. 

Vygotsky reconhece o papel ativo da criança na construção do conhecimento. As aprendizagens acontecem nas interações com outras pessoas e dependem dos recursos que as crianças utilizam, dentre eles destacam imitação, faz-de-conta, linguagem, apropriação da imagem. Tudo no tempo certo.


Com relação à Educação Ambiental, para as finalidades a que se propõe este  projeto, citamos Carvalho (2008) afirmando que: O grande desafio da EA é, pois, ir além da aprendizagem comportamental, engajando-se na construção de uma cultura cidadã e na formação de atitudes ecológicas (p.181).

Na concepção da autora, para que se faça da Educação Ambiental um mecanismo favorável ao meio deve-se rever a educação em si, ou melhor a educação em vários aspectos.

Quanto ao termo “Reciclar”, define-se como reaproveitar materiais orgânicos e inorgânicos para serem utilizados novamente. É economizar energia, recursos naturais, trazer de volta ao ciclo produtivo o que jogamos fora. 

A reciclagem é um conjunto de técnicas de reaproveitamento de materiais descartados, reintroduzindo-os no ciclo produtivo. É uma das alternativas de tratamento de resíduos sólidos (lixo) mais vantajosas, tanto do ponto de vista ambiental quanto do social: ela reduz o consumo de recursos naturais, poupa energia e água, diminui o volume de lixo e dá emprego a milhares de pessoas.


METODOLOGIA

Com base nas observações e co-participações em sala de aula, pudemos nos preparar para as intervenções. Trabalharemos com crianças de 3 a 4 anos, do grupo G3-A, seus nomes são: meninas( Alana, Ana Luiza, Ana Vitória,Emanuelly, Graciele, Ive, Jaciane, Joice, Kiara e Maria Alice), os meninos:(Gustavo, João Pedro, João Victor,Lucas,Pablo,Pedro, Thiago,Yan.) São crianças que aprendem por meio de troca de vivências com as outras crianças e com o meio. Brincam de tudo que se faz na sala de aula, envolvendo o lúdico, imitação e faz de conta. Improvisam diante de atividades livres para dar vazão a toda sua capacidade de comentar, inventar e fantasiar. São independentes para atender suas necessidades fisiológicas, reconhecem e localizam outras dependências da escola de seu uso; Recompõe a figura humana dividindo em cabeça, tronco e membros; Alguns identificam noções temporais (dia, noite, agora, antes, depois, hoje, amanhã); Interessam-se pelas pessoas, observam suas expressões faciais; Continuam com o brinquedo solitário por menor tempo; Toleram brinquedos coletivos; Têm apego a um companheiro determinado; Gostam de ajudar nas tarefas;Têm cada vez mais clara a consciência do eu, do nós e de você;Conseguem descrever a diferença de meninos e meninas. Em suma, são crianças da faixa etária de 3 a 4 anos, e segundo Jean Piaget , estão no Estágio pré- operatório que corresponde dos 2 aos 7 anos.
 



O estágio foi planejado para ser realizado a partir de duas observações, duas co-participações e finalmente cinco intervenções na creche CEMEI Olga Benário. O Centro Municipal de Educação Infantil – CEMEI possui como uma gestora, uma vice, e uma coordenadora. No primeiro encontro na escola, seria para observar a estrutura  e  organização da instituição de ensino. Isso foi feito com a ajuda da gestora que muito simpática nos forneceu todas as informações possíveis. A gestora tem sete anos de cargo e trabalha em equipe com a vice e a coordenadora. A creche funciona das 08 às 17 horas, nos turno matutino e vespertino. Há uma nutricionista que comparece uma vez no mês. A creche trabalha com crianças de um a cinco anos e onze meses; possui sete turmas; onze ADI(Auxiliar de Desenvolvimento Infantil), uma merendeira; uma cozinheira, quatro vigilantes, uma secretária, sete professoras e dois auxiliares de serviços gerais.

A creche possui também em sua estrutura uma recepção, uma secretaria, diretoria, coordenação, gabinete médico, rouparias, cozinha, sanitários para funcionários, sanitários e banheiros para as crianças, um berçário, salas arejadas e amplas, um pátio, onde as crianças brincam e fazem caminhadas e um parque na entrada da escola com brinquedos próprios para os pequenos. A rotina da creche começa com a chegada das crianças às 7 horas, fazem a troca de farda, tomam café, tem a hora do banho de sol, passeio matinal, a hora do almoço, do soninho que segue até às 14 horas. À tarde tem a janta e a partir das 16:30h, as crianças começam a sair para casa.
          


Segundo a diretora, a creche não possuía um projeto político pedagógico, até que um grupo de estudantes da UNEB ajudou a construir, mas ainda não foi aprovado pela Secretaria, mesmo assim a creche segue por ele, refazendo o planejamento semestral dividido por bimestral e semanal, obedecendo a um Regimento Escolar. O tema do projeto da escola esse ano veio da Prefeitura “Educação Integral, Integrada e Sustentada”, vai trabalhar o Meio Ambiente, revitalização do espaço escolar.




O segundo encontro seria outra observação, dessa vez na sala de aula. A gestora mais uma vez muito simpática, fez a seleção das salas que poderíamos usar. Ficamos com o grupo G3-A, grupo de crianças de três a quatro anos. A sala comportava dezoito crianças, mas nesse dia só tinha dezesseis, distribuídas em quatro mesas em quatro cadeiras; tinha duas ADIs e a turma não tinha professora regente, desde o início do ano letivo, se encontrava em licença médica. Dessa forma, tivemos que além da observação, fazer uma improvisação. Infelizmente não tivemos acesso ao programa  pedagógico da turma ,pois estava com a professora e a escola não possuía uma cópia, sendo assim, tivemos que improvisar uma aula com base no que estudamos teoricamente. Tudo correu muito bem.


O terceiro encontro que deveria ser de co-participação, mais uma vez fizemos uma aula de improviso, pois nem a diretora, nem a coordenadora havia conseguido encontrar o plano pedagógico da professora regente. Indagamos das crianças sobre músicas, brincadeiras, histórias que eles gostavam e criamos uma aula com elas. Foi assim até o final da manhã. As crianças são muito dóceis, carinhosas e alegres. Muito bom ficar entre elas.
 



Do quarto encontro em diante seriam as intervenções realizadas a partir dos planos de aula. Nosso público alvo serão as crianças do G3-A, crianças de 3 a 4 anos. 


Todos os planos de aula serão baseados no projeto da escola e cada um terá um tema referente aos conteúdos trabalhados. Cada aula terá quatro horas de duração, durante a manhã e  será obedecida uma sequência didática. Como o projeto da escola refere-se à sustentabilidade, ao  Meio Ambiente, todos os planos de aula trabalharão com produtos reciclados, conforme o tema  desse projeto:”Educação Ambiental:Reciclando Recicláveis”. Diariamente, às 9 horas da manhã as crianças fazem um passeio matinal em torno da escola. Eles aproveitam para respirar o ar fresco e ouvir os diversos sons da natureza, enquanto a funcionária faz a higienização da sala de aula.


REFERÊNCIAS


Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação. Parâmetros nacionais de qualidade para a educação infantil. volume 1. Brasília: MEC\Secretaria de Educação Básica,2006.   
CARVALHO,Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental:a formação do sujeito ecológico.Ed.Cortez.São Paulo, 2008
GÓES,Lúcia Pimentel.Posso ir também?Ed.. Scipione, Biblioteca Marcha Criança
MACHADO,Nílson José.Contando de um a dez. Ed.Scipione.Coleção Histórias de Contar
Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica:Resolução Nº 7, de 14 de dezembro de 2010.
NEVES, André. LINO,1ªed.Porto Alegre,2012.
OLIVEIRA,Lívia de . A construção do espaço, segundo Jean Piaget. Sociedade e Natureza, Uberlândia,nº17,2005.
PIAGET,Jean;INHELDER, Barbel.A representação do espaço da criança. Traduzido por Bernardina Machado Albuquerque. Porto Alegre, Artes Médicas,1993.
SANTOS,José . BEATRIZ, Laura. Rimas da Floresta: Seu Batista,o artista e a onça pintada. Coleção Bicho-Poema
SOARES,Luiza Ducla.Uma história de dedos. Livraria Civilização Editora,2006.
VYGOTSKY – Leusemenovich. Formação Social da Mente – São Paulo – Martins Fontes, 1998.

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RELATÓRIO FINAL DE INTERVENÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Educação AMBIENTAL: RECICLANDO RECICLÁVEIS


Celeste Maria Fonseca Menezes*
Maria Eliana de Jesus Machado**


INTRODUÇÃO

          O presente relatório de intervenção nos anos iniciais da Educação Infantil, foi realizado na Creche CEMEI OLGA BENÁRIO, situada na rua Cidália nº 50, Conjunto Doron A – Narandiba, em Salvador – Ba., com a turma do grupo G3-A nos dias 28/04, 05/05, 19/05, 02/06, 14/07, 21/07, 24/07, e 28/07/2014. A Creche trabalha com o grupo de crianças de um ano a cinco anos e onze meses, tem como Diretora Srª. Maria Angélica Santos Soares, e como Vice-Diretora a Srª. Maria Helenice Francisca e a Coordenadora Cristiane Silva Chaves, possui também uma nutricionista que dá suporte na alimentação das crianças uma vez ao mês, duas merendeiras, quatorze professores, dois auxiliares de serviços gerais, uma secretária, quatro vigilantes, onze auxiliares de desenvolvimento infantil, as ADIs.
          A estrutura física da Creche é grande, mas seu estado de conservação é precário, pois segundo a Diretora ela será demolida para que seja construída uma nova Creche no lugar, mas enquanto isso não acontece o funcionamento acontece de maneira não satisfatória. Por não possuir um Projeto Político Pedagógico a Creche faz seu planejamento semestral, dividido por bimestral e semanal, o Projeto desse ano, para a Creche veio da Prefeitura com o tema: “Educação Integral, Integrada e Sustentada” para que seja trabalhada o Meio Ambiente e a revitalização do espaço escolar. A sala de aula na qual realizamos nosso estágio é ampla, com mesas e cadeiras apropriadas para o tamanho das crianças; a decoração é feita com muitos cartazes, enfeites com motivos infantis, brinquedos de montar, cartazes com os nomes das crianças, uma estante com muitos livros de histórias infantis, mural para colocar os trabalhos feitos pelas crianças.
          Esse projeto é baseado na sustentabilidade e conta com a colaboração dos pais, dos funcionários a fim de conscientizá-los que podemos reaproveitar o lixo, e coisas que

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* Graduanda em Pedagogia Licenciatura Plena –celeste.menezes@gmail.com
**Idem - elianadjm@hotmail.com
poderiam ser jogados na natureza, e são reaproveitados,como as garrafas (pet) coloridas, que servem para decorar a horta existente no pátio da escola; contando também com a colheita dos legumes e verduras para serem utilizados na alimentação das crianças.
          Esse relatório tem relação com nosso projeto de intervenção cujo objetivo, foi essencial para nosso processo formativo, por que adquirimos conhecimentos práticos e uma experiência que nos possibilita realizar o exercício da docência. Desenvolver os conhecimentos teóricos amplos e abrangentes, pois durante esse período tivemos experiências que podem contribuir para uma prática pedagógica e um trabalho profissional consciente.
          Portanto ao escolhermos a profissão de Pedagogo, devemos nos munir de uma postura de completa interação com as crianças, nos envolvendo nas brincadeiras, nas trocas de experiências, sentimentos e emoções que elas vivem no seu cotidiano. O educador infantil precisa se conscientizar que ao trabalhar com crianças, o carinho e a afetividade são importantes e devem fazer parte da Educação Infantil, para que se estabeleça uma relação de confiança na criança.
O estágio também nos fez refletir como será nosso dia a dia em sala de aula, nos deu oportunidade de colocar em prática as teorias aprendidas ao longo do curso, e nos aperfeiçoando  para exercer a profissão com êxito . Foi planejado para ser realizado com 2 (duas) observações, 2 (duas) co-participações, e 5 (cinco) intervenções. Porém, no nosso caso, a professora regente do grupo G3-A, estava de licença médica e desde  início do ano letivo, as crianças estavam sem atividade pedagógica, sendo assim, tivemos que ao mesmo tempo da observação, fazermos a co-participação.O dia  28/04/2014, foi o nosso primeiro encontro na creche. Esse dia seria a nossa primeira observação, mas não pudemos realizar, pois a Secretaria de Educação ainda não tinha enviado a nossa autorização para atuar na sala de aula. A Diretora Maria Angélica,não estava preparada para nos receber e não havia selecionado as turmas para estágio. A  senhora Angélica gentilmente, tratou de nos mostrar todo espaço físico da escola e sua estrutura, dando-nos informações sobre o funcionamento da mesma, que começa com chegada das crianças por volta de 7:00h  às 8:00h, e ficam na instituição em tempo integral. A rotina da creche começa com a troca do uniforme e o desjejum,  terminando  por volta das 16:30h, quando os pais começam a chegar para levar suas crianças para casa. Portanto nesse dia não houve observação em sala de aula.
No nosso segundo encontro dia 05/05/2014, fomos apresentadas a nossa turma, pela Gestora Maria Angélica. As crianças nos receberam cheias de contentamento e alegria, ficamos com o grupo G3-A, crianças de 3 e 4 anos. Como já foi mencionado, essa turma, encontra-se sem a professora regente, que está de licença médica, contando apenas com duas ADIs: Elisabete de Araújo Fortuna e Helenita Santos Nascimento. Nesse dia tivemos que assumir a turma. As crianças ficavam sempre sem atividades pedagógicas, seguindo sempre a mesma rotina, sentadas nas cadeiras com alguns brinquedos de armar, inquietas, todas querendo se expressar ao mesmo tempo, mas são contidas pelas ADIs, que fazem o seu papel de ADI muito bem, mas as crianças precisavam de atividades pedagógicas.
Conforme as informações que a gestora nos passou sobre o projeto da escola, fizemos nossos planos de aula baseados na “Sustentabilidade”. Nesse dia já começamos a nossa intervenção, elaboramos nosso plano de aula com base na Educação Ambiental. Falamos de como devemos nos comportar para preservar a natureza; não devemos cortar as árvores, senão os animais não terão onde morar. Contamos histórias sobre os animais perto do homem galinha, gato, cachorro, e os que vivem nas florestas, como, onça, cobra, papagaio, macaco, e  as crianças adoraram, principalmente da onça e do macaco. Na sequência,  na mesma rodinha cada um imitava e falava do animal que mais gostou na história. Foi muito interessante
No final da nossa intervenção saímos com a reflexão de que, a aprendizagem se dá através  do incentivo, da comunicação, do carinho e da vontade de querer fazer a diferença. Nas atividades propostas, eles ficam felizes quando elogiamos suas atividades de pintura, colagem, ou desenho livre.
No dia 19/05/2014, nossa co-participação foi mais abrangente, pois já estávamos  mais familiarizados com as crianças, porém nesse dia, elas estavam muito inquietas, então distribuímos papel oficio e pedimos para que  fizessem um desenho qualquer, pois queríamos saber como andava a imaginação delas. Quando terminaram o desenho, fizemos a rodinha para que eles socializassem seus desenhos fazendo mímica, imitação para que os coleguinhas descobrissem o que ele tinha desenhado. Algumas crianças não quiseram mostrar seu desenho como, por exemplo, Emanuelly  nos mostrou que tinha desenhado uma bailarina, e dançou; João Pedro nos mostrou o seu desenho  e imitou o rugido de um leão, outros imitaram macaco, onça, Batman, Barbie girl, dentre outros. Em seguida, como já estávamos na rodinha, foi a hora da contação de história, “Os Dez Amigos” que teve uma ótima participação, todos ouviram com atenção e depois todos cantaram a canção dos dedinhos. As crianças adoram ouvir histórias de animais.
No terceiro momento as crianças voltam para seus lugares e são distribuídos brinquedos para que elas brinquem de faz de conta. Nesse dia pudemos vivenciar a capacidade de imaginação de cada criança, brincando de faz-de-conta, elas transferem os papéis, brincam como se fossem pai, mãe, médico, paciente, heróis, vilões, etc. Na sala surgiram princesas, Homem-Aranha, borboletas, cozinheiras, conversas simuladas ao telefone celular, ficando  divertido a maneira que elas constroem seus personagens. É  muito importante essa interação na construção da sua aprendizagem.
No dia 02/06/2014, nossa primeira intervenção propriamente dita pelas profes-soras de Estágio Supervisionado,pudemos então, sentir como é prazeroso conviver com essas crianças, cada uma com suas particularidades, entretanto todas incrivelmente participativas. Quando se trata de fazer alguma atividade que desperte a curiosidade, elas se interessam e querem participar mais e mais.
Nesse dia acolhemos as crianças chamando seus nomes com música e a cada nome chamado íamos colocando o crachá com seu nome, confeccionados com cartolina e barbante; depois fizemos uma atividade de pintura com o desenho do mascote da Copa do Mundo “Fuleco”, pois o tema dessa aula foi sobre a COPA do MUNDO, depois na rodinha contamos a história do “Tatu Bola”, elas adoraram e cada um falou o  que achava do Fuleco. Em seguida foi a hora de fazer colagem com material reciclado,  com formas geométricas da Bandeira do Brasil, para ser colocado no mural com o nome de cada criança.
Pudemos perceber que quando as crianças estão envolvidas, elas colaboram e participam ativamente, dedicando toda sua atenção para as atividades propostas. É emocionante, vê-las interagindo, participando, descobrindo e aprendendo.
No dia 14/07/2014, chegamos à sala fizemos a chamada cantando o nome de cada um, e todos participaram alegremente. Já não usavam os crachás, percebemos que incomodavam no pescoço deles, então preferimos colocar os nomes nas cadeirinhas. Gostaram da idéia e na sequência, como o tema dessa aula refere-se ao “NOSSO CORPO”, iniciamos a aula falando do corpo humano, com uma história dos dedos, cantamos a música dos dedinhos e mais sobre o corpo. Nessa aula falamos dos ruídos que nosso corpo faz, falamos da divisão do corpo em cabeça, tronco e membros e nariz, boca, olhos orelhas. Falamos da importância de cada uma dessas partes, quantos olhos nós temos como eles são importantes e para que servem, e quantos são orelhas, nariz, pés e mãos.
Em seguida elaboramos uma atividade com esses itens para que as crianças ao ver as figuras pintassem a quantidade de olhos, que temos,por exemplo, relacionando com número 2(dois), para facilitar a compreensão e assim com as outras partes do corpo. As respostas foram surpreendentes, porque, as crianças sabem o correto , mas queriam pintar tudo. Depois elaboramos uns quebra-cabeças confeccionados com material reciclado papelão e forrado com papel colorido, o desenho de menino e de menina, os meninos armariam a figura de um menino e as meninas, de menina e cada um armou o seu.
Nessa aula pudemos perceber que as crianças aprendem com mais facilidade se estão em contato com diversidade de materiais, elas brincam interagem, colaboram, e se apropriam das diferentes formas de linguagens, seja corporal, oral, ou visual.
O estágio tem a função de deixar o estudante em contato direto com a prática, e nos dá a possibilidade de analisar nosso conhecimento teórico aliando-o à prática da sala de aula.
O professor de Educação Infantil pode oferecer um bom nível de ensino aos alunos, aplicando atividades que tenham significado e que conseguem a atenção das crianças e dessa forma tornar o aprendizado mais prazeroso.
No dia 21/07/2014, nossa intervenção foi muito proveitosa, começamos com um bom dia cantado, todos interagiram com alegria, como quase todos os dias tem a contação de histórias com o tema “Animais” nesse dia escolhemos a história da “ Onça Pintada” são histórias onde as crianças aprendem e também se divertem, elas adoram imitar a onça, acham um animal bonito, porém dizem que sentem muito medo. Então nessa hora nós explicamos que a onça é um animal selvagem que vive na floresta, e que precisa ser preservado, senão ela vai deixar de existir.
Na sequência depois das explicações sobre os animais distribuímos para as crianças um porta-lápis, confeccionado com rolo de papel higiênico para que eles levassem para casa, com figuras de animais selvagens e animais domésticos como: cachorro, gato, ovelha, elefante, tigre, onça-pintada etc. para que eles tivessem a noção da diferença, dos animais que vivem na floresta e dos que podem morar nas nossas casas, que são nossos amigos.
Como o projeto da escola é “Sustentabilidade” aproveitamento do lixo, fizemos quebra cabeças com material reciclado, e pudemos perceber que os conteúdos quando aplicados de maneira lúdica faz diferença na aprendizagem das crianças pequenas.
No dia 24/07/2014  nossa intervenção foi como sempre alegre, prazerosa, com todas as crianças interagindo, observando, construindo sua aprendizagem. “Como as crianças gostam muito de ouvir histórias, elas sempre querem mais, hoje e como todos os dias tem o momento  das histórias, hoje foi a vez das histórias: “LINO” e “ Meu Jardim” e o tema da aula foi Ecologia, “Bichinhos de Jardim”.
Depois da história as crianças foram para o parque, e lá elas aproveitaram o máximo dos brinquedos. Esse passeio é feito por escala e esse dia foi da turma G3-A.  Ao retornar à sala de aula as crianças fizeram uma atividade de pintura com bichos que moram no jardim como: joaninha, caracol, formiga, abelha, centopeia, borboleta etc. elas pintaram, rabiscaram e se divertiram com bichinhos que seriam expostos no mural da sala. Em seguida seria a hora do banho enquanto eles esperavam sua hora, fizemos outra atividade de colagem, cada criança recebeu uma figura plana e uma folha de papel oficio, eles escolheriam qual a forma queriam, tinha estrela, circulo, coração, flor, barco, triângulo, retângulo, quadrado, para que eles colassem no ofício, e depois tentassem fazer outra figura igual. Foi interessante, o que observamos de algumas crianças rabiscaram tudo e disseram que fizeram igual, outras contornaram a colagem, e apenas um,  só colou e nada fez. Reconheceram algumas figuras, como o coração, a estrela, o balão,  a flor e o retângulo, interessante,  as crianças associaram essa figura ao celular e queria brincar telefonando. O faz-de-conta está sempre presente para essas crianças.  
Nesse dia ainda tinha outra atividade que era um jogo, mas como eles estavam muito cansados do parque, resolvemos não aplicar. Logo depois do almoço eles foram deitar para repor as energias que gastaram no parque.
          Durante a intervenção pudemos observar e vivenciar como cada criança interage, algumas querem fazer tudo com perfeição, nas atividades de pintura essa característica é visível, outras apenas o que é pedido nas atividades. O estágio nos dá oportunidade de contribuir com as tarefas propostas, trazendo o prazer de contribuir para educação dessas crianças.
 No dia 28/07/2014 começamos como sempre, a chamada cantada que dava ideia de quantidade com a canção “Mariana conta um...”, “Um, dois feijão com arroz...”. São músicas relacionadas ao tema da aula “números e quantidade”. Em seguida foi feita uma atividade lúdica de caráter educativo baseado no projeto da escola “Sustentabilidade, aproveitamento do lixo”. Fizemos um jogo de boliche utilizando 10 garrafinhas (pet), enchemos com rótulos coloridos, todas devidamente numeradas de um a dez. Ao começar o jogo as garrafas foram colocadas em pé, para que cada criança jogue uma bola feita de jornal e forrada com papel colorido, de encontro com as garrafas pet, e quem derrubar o maior número de garrafas será o ganhador do jogo. Cada criança teve duas chances para derrubar as garrafas.
Foi muito divertida essa atividade, todos participaram e adoraram, queriam continuar com a brincadeira, mas tivemos que encerrar para começar outra atividade depois do banho.
           No último momento, distribuímos uma massa de modelar colorida  para cada criança e elas ficaram  muito felizes e surpreendentemente as meninas queriam fazer borboletas, pois tinham visto as borboletas no jardim da creche, os meninos fizeram carros, bola, Batman, (na visão deles),etc.
Esse foi nosso último dia de intervenção, e nessa aula pudemos refletir que as aprendizagens acontecem com as interações com outras pessoas e dependem dos recursos que são usados, as crianças se apropriam do faz de conta, da imitação, da linguagem, dos objetos, e da imaginação para construir sua aprendizagem.
          A experiência do estágio no CEMEI OLGA BENÁRIO nos mostrou claramente o que significa ser professor de Educação Infantil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

          Durante o Estágio Supervisionado III na Educação Infantil, tivemos a oportunidade de vivenciar uma experiência significativa para a nossa formação, foram muitos momentos ricos e prazerosos que nos estimularam a desenvolver atividades dinâmicas. Buscamos construir estratégias educativas com o objetivo de contribuir no processo de aprendizagem das crianças pequenas, e o caráter lúdico foi explorado em todas as atividades aplicadas em sala de aula.
          Concluímos que a vivência em sala de aula nos fez crescer e ver como o educador  Infantil, pode fazer a diferença respeitando os limites de cada criança, estabelecendo um clima de confiança e afetividade, para que se desenvolvam os valores que elas irão levar para toda a vida.
 
 

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