quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

INICIAÇÃO MUSICAL - TEXTOS E ATIVIDADES



INICIAÇÃO MUSICAL - disciplina ministrada nas férias, iniciada em 28 de janeiro de 2013, com a professora Katharina Döring. Tivemos três atividades avaliativas: na 1ª unidade: uma síntese individual do texto “Por que Música na Escola?” de Carlos Kater; 2ª Unidade: Fazer um relatório descritivo sobre um evento musical que o grupo  assistiu;3ª unidade: Construção escrita sobre a biografia e a pedagogia do educador musical Edgar Willems e apresentação de um seminário sobre a pedagogia musical do educador musical.



ATIVIDADE AVALIATIVA DA1ª UNIDADE: Síntese do texto:



Por que Música na Escola?

 Carlos Kater.


Segundo o autor, música é uma necessidade de expressão humana, intensa e profunda, que faz parte  não de uma época, moda ou classe social particular; mas que acompanha toda a humanidade, desde os seus primórdios, em qualquer ponto do planeta, em todas as culturas, ao longo de todas as fases de seu desenvolvimento.


O autor ressalta ainda os registros existentes na Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí, entre vários sítios arqueológicos nacionais, que atestam em desenhos, a presença da música em rituais há cerca de 15 000 anos.


De acordo com o autor não há comemoração ou evento significativo na vida individual ou social de qualquer povo do qual a música não tome parte de maneira relevante (...).



Música, luxo ou necessidade?

Para o autor,  nem na época em que os educadores musicais constrangidos, precisavam justificar o sentido de “utilidade” de seu fazer face aos objetivos escolares consagrados ou encontrar “seu lugar” dentro da escola ou da própria equipe docente, duvidavam da importância da música.


Segundo o autor, Programas, tipo “Música na Escola”, em diferente cidades e estados do Brasil, ocorreram desde o pioneiro realizado de 1997 a 2000 pela Secretaria do Estado da Educação de Minas Gerais, que implantou com sucesso, o estudo e práticas musicais junto a mais de 450 escolas de todo o Estado.


Na visão do autor, a música nunca esteve de fato ausente das escolas, mesmo faltando-lhe a presença enquanto componente curricular, sistemática de abordagem, tratamento condizente com seus potenciais e sintonia com seus preceitos contemporâneos.


A partir do momento em que a presença da música na escola está amparada pela Lei nº 11.769/2008, tornam-se pertinentes outras questões como: “A qual música nos referimos?” “Que estilos, gêneros, formas de manifestação temos em mente?” “Como de fato, ela, ou elas serão oferecidas, abordadas e tratadas?”.



Música e Educação Musical


Segundo o autor, Educação Musical consciente de suas condições de tempo e espaço; contemporânea e apta a conjugar as características do passado e do presente, bem como acolhedora e respeitosa tanto das expectativas quanto das particularidades culturais dos envolvidos.


Com isso, visa-se a atender às necessidades desde promoção de conhecimento amplo junto aos alunos, seu desenvolvimento criativo e participativo, não os situando na condição predominante de público, nem restringindo a música na escola  a apresentações, à música das aparências, das comemorações visíveis e exteriores.


Significa então, não a volta da música e seu ensino à escola, semelhantes ao que existiu em épocas anteriores, mas a construção de alternativas que ofereçam condições à crianças e jovens de tomarem contato prazeroso e efetivo com sua própria musicalidade, desenvolvê-la e vivenciá-la, mediante experiências criativas, a música em seu fazer humanamente integrador e transformador.


O que significa, desenvolverem seus potenciais, conhecerem-se melhor e qualificarem  sua existência no mundo. Cantar e tocar; ouvir e escutar; perceber e distinguir; compreender e se emocionar, transcender tempo e espaço; há muito conteúdo e significado dessas expressões, que afloram todas as vezes em que experimenta-se uma relação direta e por inteiro com a música.


O cultivo da sensibilidade, a criatividade, a escuta, a percepção, a atenção, o imaginativo, a liberdade de experimentar, a coragem de risco, o respeito pelo novo e pelo diferente, pelo que é próprio a cada um e também ao outro, a construção do conhecimento com autonomia, a responsabilidade individual e a  integração no coletivo, não são apenas termos de discurso. São aspectos envolvidos na formação dos alunos, tão importantes quanto àqueles que a escola entende oferecer nas diversas outras áreas do conhecimento.


Uma educação musical capaz de oferecer estímulos ricos e significativos aos alunos, despertando atitudes curiosas e aumentando por consequência, a disponibilidade para a aprendizagem.


Uma educação musical que estabeleça um espaço de acolhimento pelo “brincar” no sentido original do termo, criar vínculos, indo muito além do relacionamento exclusivamente técnico-executivo entre aluno x professor x classe, ainda tão frequente na realidade de muitas salas de aula.


Uma educação musical, na qual o lúdico represente o componente transgressor de expectativas  do conhecido, mantendo nos alunos a atenção viva ao que se realiza a cada instante e assim os atraia menos para os saberes prontos e constituídos, mais para a matéria sonora em si, para a vivência musical participativa, para a criação de novas e autênticas possibilidades de expressão.


Uma educação musical que estimule o prazer (vínculo), para instaurar a presença (inteiridade), possibilitar a participação efetiva (relação, implicação), e assim, estimular a produção de conhecimentos gratificantes em nível geral e, especialmente, pessoal (formação ampla do aluno e não simples transferência  de informações por parte do professor). Quando num processo educativo o professor se transforma em educador, inverte-se a preponderância de uma formação para música por uma formação pela música tornando possível aos alunos inscreverem-se num espaço de construção de sujeito, no qual estratégias dinâmicas de aprendizado (as lúdicas, por exemplo) permitem um “desaprisionamento” individual que favorece a apreensão da questão da identidade e da auteridade (fundamento do desenvolvimento humano).


Segundo Carlos Kater, é esta a natureza de Educação Musical que merece ser trabalhada hoje nas escolas, nos diversos pontos e regiões do país capaz de integrar teoria e prática, análise e síntese, tradição e inovação, conferindo a música sem sentido maior transcendente e inclusivo.


Com a Lei nº 11.769/2008 (que torna obrigatória a introdução de conteúdos musicais nas salas de aula), temos uma perspectiva de um novo movimento da educação musical (forma particular de aceleramento e intensificação de realizações, entendimentos e convicções) capaz de propiciar processos e resultados valiosos para uma Educação Musical, que se pretenda viva, brasileira, contemporânea. 


KATER, Carlos;MOURA, José Adolfo;MARTINS, Maria Amália;FONSECA, Maria Betânia P.;BRAGA, Matheus; e BRAGA, Rosa Lúcia M. Guia Projeto Música na Escola:proposta para implantação.In: Fundamentos da Educação Musical, série 4.Salvador.ABEM.out/1998.pp.102-105.

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ATIVIDADE AVALIATIVA DA 2ª UNIDADE : Assistir a um evento musical e fazer um relatório descritivo.


EVENTO  MUSICAL

Show de encerramento do DIGITALIA 2013



Nome do evento: Digitalia - Congresso e Festival Internacional de Música e Cultura Digital    

Data do evento:Início de 01 a 05/02/13   



Data do evento assistido – 05/02/13

Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves

Ingresso: Um livro infantojuvenil  trocado nas bilheterias do TCA.

Musicalidade – RAP



Músicos – Daganja, Emicida (Rael da Rima e Fioti) e Original Olinda Style



Músicas – Família em primeiro lugar, Balançando os graves (Daganja), Quem que caguetou (Black Alien e Speed Freaks/Daganja); E.M.I.C.I.D.A, É como um sonho, Rua Augusta, Rinha, Vacilão, Eu gosto dela, Dedo na Ferida, Ainda ontem, Viva, Freestyle/improviso, Triunfo (Emicida), Num é só ver (Rael da Rima e Emicida), Caminho (Rael da Rima).



Faixa Etária – bastante heterogêneo, mas predominou de 17  a 23 anos.



Trajes – Também bastante heterogêneo. Muita gente com camisa e boné de bandas de RAP, algumas pessoas vestidas de acordo com o movimento hip hop (camisas e calças largas) e também muita gente vestida “normal”: camisa, bermuda e tênis, como quem vai a um shopping ou cinema.



Coreografia – Não havia dançarinos no palco e as pessoas só balançavam no ritmo das músicas



Início do Evento -  Estava marcado  às 17 horas ,mas teve início às 19h.



Término do evento – Terminou às 22 horas.



Desde quando  – Pelo segundo ano, Salvador sedia o Digitalia, que reúne artistas, acadêmicos, produtores e sociedade civil para discutir temas relacionados ao universo on-line.






Organizador do Evento



Organizador do evento, o músico, doutor em Comunicação e professor da Ufba Messias Bandeira, 47, afirma que a criação do encontro, acompanha o redirecionamento nas discussões sobre o mercado cultural, a partir do crescimento exponencial da relação entre internet e música.


Os debates e shows acontecem simultaneamente no Instituto Goethe (Icba), Teatro Vila Velha, Concha Acústica, Portela Café e Companhia da Pizza, no Rio Vermelho.

DJs importantes como Spooky (EUA), Marky (SP) e Murray Richardosn (Inglaterra), além do baiano Mauro Telefunksoul, também se apresentarão na Concha. O ingresso é um livro infantojuvenil e pode ser  trocado nas bilheterias do TCA.





Luana Rocha


luana.rocha@redebahia.com.br


A capital baiana se transforma em um polo de discussões de cultura digital de hoje até  terça-feira. Pelo segundo ano, Salvador sedia o Digitalia - Congresso e Festival Internacional de Música e Cultura Digital, que reúne artistas, acadêmicos, produtores e sociedade civil para discutir temas relacionados ao universo on-line.



Entre os convidados da área acadêmica, destaque para o crítico musical do jornal New York Times (EUA) Jon Pareles; o cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil; o jornalista, dramaturgo e compositor carioca Fausto Fawcett,  o professor da Ufba Nelson Pretto; e o canadense Derrick de Kerckhove, do Programa McLuhan de Cultura e Tecnologia de Toronto.


HOMICIDA DO RAP


A programação traz ainda apresentações musicais de artistas de diversas partes do mundo. Uma das principais atrações é o rapper paulista Emicida, 27 anos. O cantor - cujo nome artístico resulta da junção entre MC e homicida, já que costumava ganhar constantemente batalhas de rimas, como uma espécie de assassino dos adversários - é um dos principais talentos do novo hip hop brasileiro.



 


O rapper paulista Emicida veio a Salvador participar do show de encerramento do Digitalia. 


Para ele, estar de volta à Bahia é como voltar para casa. “Eu sempre me sinto acolhido aí. Olodum, Gilberto Gil e Marcia Castro são alguns dos artistas com quem eu gostaria de ter a honra de dividir os microfones”, afirma. Em 2012, Emicida gravou um videoclipe da música Insurreição com o grupo afro Male Debalê. “Foi uma experiência incrível. A cultura africana é um tema que sempre me interessou muito”, revela.


O MC se apresenta na Concha Acústica do TCA, no encerramento do evento na terça-feira, juntamente com o Original Olinda Style, projeto que reúne os pernambucanos da banda Eddie e da Orquestra Contemporânea de Olinda. O show de abertura fica com o baiano DaGanja.
 



 



DJs importantes como Spooky (EUA), Marky (SP) e Murray Richardosn (Inglaterra), além do baiano Mauro Telefunksoul, também se apresentarão na Concha. 


O ingresso é um livro infantojuvenil e pode ser  trocado nas bilheterias do TCA.



O Ingresso para shows desta terça de Emicida, Original Olinda Style (Eddie+Orquestra Contemporânea de Olinda), DaGanja e Brian Mackern (videomapping) pode ser trocado nas bilheterias do TCA por um livro infantojuvenil. Na hora do show (17h), apenas na bilheteria da Concha Acústica!.


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ATIVIDADE AVALIATIVA DA 3ª UNIDADE: Construção escrita sobre a biografia e a pedagogia do educador musical Edgar Willems e apresentação de um seminário sobre a pedagogia musical do educador musical.



 
 
 
 
 
 
 

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