INICIAÇÃO
MUSICAL - disciplina
ministrada nas férias, iniciada em 28 de janeiro de 2013, com a professora
Katharina Döring. Tivemos três atividades avaliativas: na 1ª unidade: uma
síntese individual do texto “Por que Música na Escola?” de Carlos Kater; 2ª Unidade: Fazer um relatório descritivo sobre um evento musical que o grupo assistiu;3ª
unidade: Construção escrita sobre a biografia e a pedagogia do educador musical
Edgar Willems e apresentação de um seminário sobre a pedagogia
musical do educador musical.
ATIVIDADE AVALIATIVA DA1ª UNIDADE: Síntese do texto:
Por que
Música na Escola?
Carlos Kater.
Segundo o autor, música é uma necessidade de
expressão humana, intensa e profunda, que faz parte não de uma época, moda ou classe social
particular; mas que acompanha toda a humanidade, desde os seus primórdios, em
qualquer ponto do planeta, em todas as culturas, ao longo de todas as fases de
seu desenvolvimento.
O autor ressalta ainda os registros
existentes na Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato, no Piauí, entre vários
sítios arqueológicos nacionais, que atestam em desenhos, a presença da música
em rituais há cerca de 15 000 anos.
De acordo com o autor não há comemoração ou
evento significativo na vida individual ou social de qualquer povo do qual a
música não tome parte de maneira relevante (...).
Música, luxo
ou necessidade?
Para o autor,
nem na época em que os educadores musicais constrangidos, precisavam
justificar o sentido de “utilidade” de seu fazer face aos objetivos escolares
consagrados ou encontrar “seu lugar” dentro da escola ou da própria equipe docente,
duvidavam da importância da música.
Segundo o autor, Programas, tipo “Música na
Escola”, em diferente cidades e estados do Brasil, ocorreram desde o pioneiro realizado
de 1997 a 2000 pela Secretaria do Estado da Educação de Minas Gerais, que
implantou com sucesso, o estudo e práticas musicais junto a mais de 450 escolas
de todo o Estado.
Na visão do autor, a música nunca esteve de
fato ausente das escolas, mesmo faltando-lhe a presença enquanto componente
curricular, sistemática de abordagem, tratamento condizente com seus potenciais
e sintonia com seus preceitos contemporâneos.
A partir do momento em que a presença da
música na escola está amparada pela Lei nº 11.769/2008, tornam-se pertinentes
outras questões como: “A qual música nos referimos?” “Que estilos, gêneros,
formas de manifestação temos em mente?” “Como de fato, ela, ou elas serão
oferecidas, abordadas e tratadas?”.
Música e
Educação Musical
Segundo o autor, Educação Musical consciente
de suas condições de tempo e espaço; contemporânea e apta a conjugar as
características do passado e do presente, bem como acolhedora e respeitosa
tanto das expectativas quanto das particularidades culturais dos envolvidos.
Com isso, visa-se a atender às necessidades
desde promoção de conhecimento amplo junto aos alunos, seu desenvolvimento
criativo e participativo, não os situando na condição predominante de público,
nem restringindo a música na escola a
apresentações, à música das aparências, das comemorações visíveis e exteriores.
Significa então, não a volta da música e seu
ensino à escola, semelhantes ao que existiu em épocas anteriores, mas a
construção de alternativas que ofereçam condições à crianças e jovens de
tomarem contato prazeroso e efetivo com sua própria musicalidade, desenvolvê-la
e vivenciá-la, mediante experiências criativas, a música em seu fazer
humanamente integrador e transformador.
O que significa, desenvolverem seus
potenciais, conhecerem-se melhor e qualificarem
sua existência no mundo. Cantar e tocar; ouvir e escutar; perceber e
distinguir; compreender e se emocionar, transcender tempo e espaço; há muito
conteúdo e significado dessas expressões, que afloram todas as vezes em que
experimenta-se uma relação direta e por inteiro com a música.
O cultivo da sensibilidade, a criatividade, a
escuta, a percepção, a atenção, o imaginativo, a liberdade de experimentar, a coragem
de risco, o respeito pelo novo e pelo diferente, pelo que é próprio a cada um e
também ao outro, a construção do conhecimento com autonomia, a responsabilidade
individual e a integração no coletivo,
não são apenas termos de discurso. São aspectos envolvidos na formação dos
alunos, tão importantes quanto àqueles que a escola entende oferecer nas
diversas outras áreas do conhecimento.
Uma educação musical capaz de oferecer estímulos
ricos e significativos aos alunos, despertando atitudes curiosas e aumentando
por consequência, a disponibilidade para a aprendizagem.
Uma educação musical que estabeleça um espaço
de acolhimento pelo “brincar” no sentido original do termo, criar vínculos,
indo muito além do relacionamento exclusivamente técnico-executivo entre aluno x
professor x classe, ainda tão frequente na realidade de muitas salas de aula.
Uma educação musical, na qual o lúdico represente
o componente transgressor de expectativas
do conhecido, mantendo nos alunos a atenção viva ao que se realiza a
cada instante e assim os atraia menos para os saberes prontos e constituídos,
mais para a matéria sonora em si, para a vivência musical participativa, para a
criação de novas e autênticas possibilidades de expressão.
Uma educação musical que estimule o prazer (vínculo),
para instaurar a presença (inteiridade), possibilitar a participação efetiva
(relação, implicação), e assim, estimular a produção de conhecimentos
gratificantes em nível geral e, especialmente, pessoal (formação ampla do aluno
e não simples transferência de
informações por parte do professor). Quando num processo educativo o professor se
transforma em educador, inverte-se a preponderância de uma formação para música
por uma formação pela música tornando possível aos alunos inscreverem-se num
espaço de construção de sujeito, no qual estratégias dinâmicas de aprendizado (as
lúdicas, por exemplo) permitem um “desaprisionamento” individual que favorece a
apreensão da questão da identidade e da auteridade (fundamento do
desenvolvimento humano).
Segundo Carlos Kater, é esta a natureza de
Educação Musical que merece ser trabalhada hoje nas escolas, nos diversos
pontos e regiões do país capaz de integrar teoria e prática, análise e síntese,
tradição e inovação, conferindo a música sem sentido maior transcendente e
inclusivo.
Com a Lei nº 11.769/2008 (que torna
obrigatória a introdução de conteúdos musicais nas salas de aula), temos uma
perspectiva de um novo movimento da educação musical (forma particular de
aceleramento e intensificação de realizações, entendimentos e convicções) capaz
de propiciar processos e resultados valiosos para uma Educação Musical, que se pretenda
viva, brasileira, contemporânea.
KATER, Carlos;MOURA, José Adolfo;MARTINS, Maria Amália;FONSECA, Maria Betânia P.;BRAGA, Matheus; e BRAGA, Rosa Lúcia M. Guia Projeto Música na Escola:proposta para implantação.In: Fundamentos da Educação Musical, série 4.Salvador.ABEM.out/1998.pp.102-105.
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ATIVIDADE
AVALIATIVA DA 2ª UNIDADE : Assistir a um evento musical e fazer um relatório descritivo.
EVENTO
MUSICAL
Show de encerramento do DIGITALIA 2013
Nome do evento: Digitalia
- Congresso e Festival Internacional de Música e Cultura Digital
Data do evento:Início de 01 a
05/02/13
Data do evento assistido – 05/02/13
Local:
Concha Acústica do Teatro Castro Alves
Ingresso: Um livro infantojuvenil trocado nas bilheterias do TCA.
Musicalidade – RAP
Músicos – Daganja, Emicida (Rael da Rima e
Fioti) e Original Olinda Style
Músicas – Família em primeiro lugar, Balançando os graves (Daganja), Quem que
caguetou (Black Alien e Speed Freaks/Daganja); E.M.I.C.I.D.A, É como um sonho,
Rua Augusta, Rinha, Vacilão, Eu gosto dela, Dedo na Ferida, Ainda ontem, Viva,
Freestyle/improviso, Triunfo (Emicida), Num é só ver (Rael da Rima e Emicida),
Caminho (Rael da Rima).
Faixa Etária – bastante heterogêneo, mas predominou
de 17 a 23 anos.
Trajes – Também bastante heterogêneo. Muita gente com camisa e boné de bandas
de RAP, algumas pessoas vestidas de acordo com o movimento hip hop (camisas e calças largas) e também muita gente vestida
“normal”: camisa, bermuda e tênis, como quem vai a um shopping ou cinema.
Coreografia – Não havia dançarinos no palco e as pessoas só balançavam no ritmo das
músicas
Início do Evento - Estava marcado
às 17 horas ,mas teve início às 19h.
Término do evento – Terminou às 22 horas.
Desde quando – Pelo segundo ano, Salvador sedia o
Digitalia, que reúne artistas, acadêmicos, produtores e sociedade civil para
discutir temas relacionados ao universo on-line.
Organizador do Evento
Organizador
do evento, o músico, doutor em Comunicação e professor da Ufba Messias
Bandeira, 47, afirma que a criação do encontro, acompanha o redirecionamento
nas discussões sobre o mercado cultural, a partir do crescimento exponencial da
relação entre internet e música.
Os debates e shows acontecem simultaneamente no Instituto Goethe (Icba), Teatro Vila Velha, Concha Acústica, Portela Café e Companhia da Pizza, no Rio Vermelho.
DJs importantes como Spooky (EUA), Marky (SP) e Murray Richardosn (Inglaterra), além do baiano Mauro Telefunksoul, também se apresentarão na Concha. O ingresso é um livro infantojuvenil e pode ser trocado nas bilheterias do TCA.
Luana Rocha
luana.rocha@redebahia.com.br
A capital baiana se transforma em um polo de discussões de cultura digital de hoje até terça-feira. Pelo segundo ano, Salvador sedia o Digitalia - Congresso e Festival Internacional de Música e Cultura Digital, que reúne artistas, acadêmicos, produtores e sociedade civil para discutir temas relacionados ao universo on-line.
Entre os convidados da área acadêmica, destaque para o crítico musical do jornal New York Times (EUA) Jon Pareles; o cantor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil; o jornalista, dramaturgo e compositor carioca Fausto Fawcett, o professor da Ufba Nelson Pretto; e o canadense Derrick de Kerckhove, do Programa McLuhan de Cultura e Tecnologia de Toronto.
HOMICIDA
DO RAP
A programação traz ainda apresentações musicais de artistas de diversas partes do mundo. Uma das principais atrações é o rapper paulista Emicida, 27 anos. O cantor - cujo nome artístico resulta da junção entre MC e homicida, já que costumava ganhar constantemente batalhas de rimas, como uma espécie de assassino dos adversários - é um dos principais talentos do novo hip hop brasileiro.
O
rapper paulista Emicida veio a Salvador participar do show de encerramento do
Digitalia.
Para
ele, estar de volta à Bahia é como voltar para casa. “Eu sempre me sinto
acolhido aí. Olodum, Gilberto Gil e Marcia Castro são alguns dos artistas com
quem eu gostaria de ter a honra de dividir os microfones”, afirma. Em 2012,
Emicida gravou um videoclipe da música Insurreição com o grupo afro Male
Debalê. “Foi uma experiência incrível. A cultura africana é um tema que sempre
me interessou muito”, revela.
O
MC se apresenta na Concha Acústica do TCA, no encerramento do evento na
terça-feira, juntamente com o Original Olinda Style, projeto que reúne os
pernambucanos da banda Eddie e da Orquestra Contemporânea de Olinda. O show de abertura fica com o baiano DaGanja.
DJs
importantes como Spooky (EUA), Marky (SP) e Murray Richardosn (Inglaterra), além
do baiano Mauro Telefunksoul, também se apresentarão na Concha.
O ingresso é um
livro infantojuvenil e pode ser trocado nas bilheterias do TCA.
O Ingresso
para shows desta terça de Emicida, Original Olinda Style (Eddie+Orquestra
Contemporânea de Olinda), DaGanja e Brian Mackern (videomapping) pode ser
trocado nas bilheterias do TCA por um livro infantojuvenil. Na hora do show
(17h), apenas na bilheteria da Concha Acústica!.
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ATIVIDADE
AVALIATIVA DA 3ª UNIDADE: Construção escrita sobre a biografia e a pedagogia do educador musical
Edgar Willems e apresentação de um seminário sobre a pedagogia
musical do educador musical.



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