Falar do bairro da Liberdade faz parte da segunda avaliação da disciplina Referenciais Teórico-Metodológico do Ensino de História.
O bairro da Liberdade comporta entre suas diversas ruas, a rua da minha infância, que atualmente, mudou-se de nome. Atualmente ela se chama Walson Lopes.
O
bairro da Liberdade abrange localidades como Soledade,Lapinha, Sieiro, Japão,
Curuzu, Cravinas, Bairro Guarani, Alegria, Jardim São Cristóvão, São Lourenço e
parte do Largo do Tanque e da Baixa do Fiscal.
Considerado o
bairro mais populoso da cidade de Salvador e representativo da cultura negra,
por isso, é considerado pelo Ministério da Cultura, território nacional da
cultura afro-brasileira.
O povoamento da Liberdade se deu logo depois da abolição dos escravos, com a chegada dos negros libertos e ex-escravos para o local.
ESTRADA DAS BOIADAS - ESTRADA DA LIBERDADE
Largo da Lapinha, início da Estrada da Liberdade,
década de 30, século XX
O
bairro da Liberdade tem ligação com a Independência da Bahia, pois
as tropas marcharam pelas Estradas das Boiadas para lutarem pela
expulsão definitiva dos portugueses.
A antiga Estrada das Boiadas era a passagem dos bois que vinham do sertão e eram comercializados na Feira do Capuame, que depois mudou o nome para Dias D’Ávila, hoje é a cidade de Dias D’Ávila, que ali estava a feira do gado.
Em 1823, por ali entrou o exército libertador e então, a Estrada das Boiadas deu nome à chamada Estrada da Liberdade.
ARTESÃOS DA LIBERDADE
As profissões artesanais eram frequentes, diversificadas e numerosas. Aliando-se a importância dos pescadores à dos carpinteiros,
que também construíam barcos, à dos saveiristas, remadores e dos
marítimos e náuticos, a profissão "negócio" era uma grande tendência: a
que davam importância ao mar que envolvia a cidade e aos transportes
marítimos.
Os
artesãos e os serviços artesanais eram sem dúvida, os grandes rivais
dos negociantes. Os artesãos e negociantes formavam o binômio principal
da profissionalização de Salvador.
Os artesãos e seus serviços eram altamente quantitativos. Encontrados frequentemente em todas as freguesias, como Brotas, Santo Antonio, Sé; distinguiam-se pelas altas percentagens de algumas ocupações.
Os artesãos e seus serviços eram altamente quantitativos. Encontrados frequentemente em todas as freguesias, como Brotas, Santo Antonio, Sé; distinguiam-se pelas altas percentagens de algumas ocupações.
Os alfaiates, por exemplo, estavam
presentes em toda parte da cidade de Salvador. Os ferreiros e os marceneiros
eram profissões encontradas também em todas as freguesias, sapateiros,
pedreiros, pintores são de comparecimento integral nas listagens das
freguesias. Os calafates, profissão ligada aos saveiros e outras embarcações,
são encontrados em diversos pontos da cidade. (NASCIMENTO,1986,p.142-143).
O
bairro da Liberdade está situado no alto do planalto que divide
Salvador em Cidade Alta e Cidade Baixa, religadas por meio do Plano
Inclinado Liberdade/Calçada.
O
Plano Inclinado Liberdade-Calçada liga a Praça Nelson Mandela
(Liberdade) à Rua Barão de Vila da Barra (Calçada) . Este plano
inclinado data da década de 80 do século passado e teve como função
ligar o bairro da Liberdade, que tem a maior densidade demográfica de
Salvador, à Calçada, onde existe uma estação de trem.
RUA LIMA E SILVA
Na Rua Lima e Silva,antiga Linha 8 e a principal via do bairro encontramos uma vida comercial e financeira independente, uma rede de bancos, diversas lojas e uma feira livre, chamada Feira do Japão.
RUA LIMA E SILVA
Na Rua Lima e Silva,antiga Linha 8 e a principal via do bairro encontramos uma vida comercial e financeira independente, uma rede de bancos, diversas lojas e uma feira livre, chamada Feira do Japão.
A identidade negra é bastante presente no local que abriga grupos afros, como o Vulcão da Liberdade,
o Muzenza, o Ilê Ayê e outros. O bairro da Liberdade é considerado o
de maior contigência de pessoas da raça negra no Brasil.
Pertencente ao bairro da Liberdade, um dos mais populosos de Salvador, o Curuzu é cantado em "O mais Belo dos Belos",música de Daniela
Mercury, que fala do bloco afro Ilê Ayê, com sede na ladeira do Curuzu.
Atualmente, a Liberdade exerce um forte apelo turístico por conta das
raízes históricas da cultura negra.
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REFERÊNCIAS
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REFERÊNCIAS
ARAÚJO, Ubiratan Castro de. (Org.)Salvador era assim/memória da cidade de Salvador: Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, 1999.
NASCIMENTO,
Anna Amélia Vieira.Dez freguesias da cidade do Salvador:
Aspectos sociais, e urbanos do século XIX.Salvador, FCEBa./EGBa., 1986.
Aspectos sociais, e urbanos do século XIX.Salvador, FCEBa./EGBa., 1986.
SILVA, Cecília Luz da. A cidade do Salvador nos seus 454 anos. Salvador: EdUNEB,2005.
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